Aprenda a proteger câmeras conectadas à web de invasões criminosas

Aprenda a proteger câmeras conectadas à web de invasões criminosas

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 07 de Outubro de 2021 às 22h30
Reprodução/BBVA

As ameaças à segurança na internet estão aumentando cada vez mais, com relatos de invasores que conseguem tomar o controle de câmeras de vídeo conectadas a rede, gravando imagens para serem usadas em eventuais chantagens criminosas.

Por conta da pandemia de covid-19, muitas pessoas se viram trabalhando de casa, e muitas vezes, tanto webcams quanto câmeras de segurança fazem parte de suas residências. Segundo uma pesquisa feita pelo site CSO, um a cada dois usuários desses dispositivos não sabem que esses aparelhos podem ser invadidos, e ficam assustados quando descobrem a existência desse tipo de crime.

Exemplar de câmera de monitoramento da Intelbrás, disponível no mercado brasileiro. (Imagem: Divulgação/Intelbrás)

Da webcam do notebook até câmeras de seguranças instaladas na garagem de uma residência, elas podem ser invadidas. E criminosos podem esses aparelhos para gravar momentos íntimos e, mais tarde, usar a existência desses vídeos para realizar uma chantagem com as vítimas. Assustador, não?

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Porém, aumentar a segurança de câmeras e dos dispositivos que as controlam contra ciberataques é uma prática simples e que pode ser facilmente aplicada na rotina da população em geral, para prevenir esses tipos de golpes. A Intelbras, fabricante brasileira de aparelhos eletrônicos e câmeras de segurança, separou cinco dicas para deixar os sistemas de proteção de vídeo das pessoas mais seguros:

  • Manter os produtos atualizados com última versão de firmware disponibilizados pelo fabricante: Atualizações de sistemas são importantes, pois reforçam a segurança dos equipamentos além de melhorar seu desempenho;
  • Utilize sempre senhas fortes: as senhas para acesso às máquinas onde as câmeras estão conectadas — de gravadores a computadores — devem ser compostas por diferentes caracteres – letras maiúsculas e minúsculas, números, caracteres especiais – não devem ser óbvias, como datas de nascimento, por exemplo, e nunca devem ser compartilhadas;
  • Fique atento a golpes via e-mail: Phishing e outros tipos de ataques tem seu vetor inicial em e-mails suspeitos. Tome cuidado com o que você clica, já que você pode sem querer acabar comprometendo seu sistema de segurança em vídeo ou, até mesmo outros aparelhos, como seu computador;
  • Use produtos de marcas conhecidas: independente de ser um sistema de segurança em vídeo ou uma webcam, sempre compre de fornecedores confiáveis e conhecidos no mercado e que tenham atualizações de firmware constantes;
  • Prefira produtos homologados pela ANATEL: a homologação da Agência Nacional de Telecomunicações é a garantia de que o equipamento passou nos testes de verificação de segurança e padrão de qualidade estipulados por ela, além de, a partir dessa certificação, os produtos contarem com garantia e suporte da fabricante.

Além dessas dicas, se você usa notebook ou tem webcam no seu computador desktop, recomendamos o uso de uma tampa de câmera enquanto não estiver capturando imagens, já que assim, mesmo que os aparelhos acabem sofrendo invasões, sua privacidade será conservada.

Fonte: CSO

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