Amazon assina contrato secreto de R$ 51 bi com agência de inteligência dos EUA

Amazon assina contrato secreto de R$ 51 bi com agência de inteligência dos EUA

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 10 de Agosto de 2021 às 22h40
Divulgação/Bethany Douin/Pixabay

Uma das maiores provedoras de serviços de nuvem do mundo, a Amazon possui um contrato secreto com a National Security Agency (NSA) avaliado em US$ 10 bilhões (R$ 51,9 bilhões na cotação atual). A informação foi descoberta pelo site Nextgov, que afirma que a Microsoft entrou com uma disputa sobre a decisão no dia 21 de julho, duas semanas após ser notificada de que não foi escolhida pela agência de inteligência.

O contrato firmado pela NSA é conhecido pelo codinome “WildandStormy” e é o segundo investimento bilionário que as 17 agências de inteligência dos Estados Unidos fizeram no último ano. Poucos detalhes são conhecidos sobre o acordo firmado com a Amazon, mas há indícios de que eles fazem parte dos esforços da agência para modernizar o GovCloud, plataforma baseada na nuvem usada para armazenar e acessar dados.

Em 2020, membros da NSA indicaram a necessidade de envolver fornecedores comerciais em sua estrutura, devido ao aumento na quantidade de dados e do poder necessário para processá-los nos últimos anos. A ideia, conhecida como Hybrid Compute Initiative, tiraria da agência a responsabilidade de operar seus próprios servidores, o que passaria a ser feito por uma fornecedora privada de serviços de nuvem.

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Amazon ainda tem vantagens dentro do governo

A Amazon, através de sua plataforma de serviços em nuvem Amazon Web Services (AWS) não é nenhuma estranha a firmar parcerias com agências de inteligência dos Estados Unidos. Em 2013 ela firmou um contrato de 2013 com a CIA, e em 2020 ela se tornou um dos nomes envolvidos na iniciativa C2E, avaliado em dezenas de bilhões de dólares.

Imagem: Divulgação/Michael Schwarzenbeger/Pixabay

“O contrato com a NSA só reforça que a Amazon ainda é o provedor de nuvem a ser vencido para o governo federal”, afirma Chris Cornillie, analista da Bloomberg Government. “A Microsoft progrediu bastante e fez com que essa se tornasse uma corrida de dois cavalos, mas a Amazon estava formando relacionamentos e acumulando certificados de segurança há uma década, e a Microsoft ainda está correndo atrás”.

Consultada pelo Nextgov, a Amazon afirmou que somente a NSA poderia comentar sobre o assunto. Em um comunicado, a empresa afirmou que a companhia que não recebeu o contrato abriu uma reclamação com o Government Accountability Office dos Estados Unidos, e que dará uma resposta adequada à situação seguindo os regulamentos federais. A previsão é que o protesto aberto pela Microsoft seja respondido até o dia 29 de outubro.

Fonte: Nextgov

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