A importância da segurança em dispositivos móveis diante do novo cenário

Por Colaborador externo | 29 de Julho de 2020 às 20h15
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Por Renato Citrini*

O smartphone tem exercido um papel cada vez mais relevante no fomento a diferentes áreas da indústria, sendo uma plataforma de convergência para serviços focados em setores variados, como mobilidade, saúde, comunicação, finanças e entretenimento.  Nos últimos meses, diante do isolamento social que grande parte da comunidade global tem enfrentado, as pessoas intensificaram ainda mais o uso do dispositivo, tanto em momentos pessoais quanto profissionais. Esse cenário de uso em larga escala reforça algumas necessidades e exige aumento na atenção a um ponto: segurança de dados.

Ao analisarmos o atual contexto, enxergamos uma nítida mudança no padrão de comportamento dos consumidores. Impossibilitadas de frequentar locais como bares, restaurantes, cinemas, parques, academias e até mesmo participar de confraternizações domiciliares com familiares e amigos, as pessoas concentraram no smartphone os recursos para lazer e práticas de saúde e bem-estar, principalmente por meio do download de novos aplicativos. Isso, combinado ao conteúdo de calendários, lista de contatos, imagens e histórico de chamadas e mensagens, cria um vasto repertório de informações concentradas no smartphone.

Outro aspecto fundamental é que houve uma aceleração no processo de digitalização no Brasil. O consumidor começou a realizar atividades online que não imaginava anteriormente, potencializando o uso de ferramentas que antes não eram tão utilizadas. Este novo cenário ocasionou, por exemplo, no crescimento exponencial do mercado de compras online. De acordo com estudo divulgado pela McKinsey & Company no último mês de maio, 40% dos brasileiros estão fazendo mais compras online e pretendem seguir consumindo no e-commerce nos próximos meses. O que gera, claro, um fluxo maior no compartilhamento de dados na internet.

Atualmente, existem diferentes tipos de ameaças à segurança de dispositivos móveis: um ponto de acesso falso a uma rede Wi-Fi pública, site sem certificado de segurança, aplicativo mal-intencionado para coleta de dados e SMS com link falso são alguns exemplos. Por isso, é necessário que tanto pessoas físicas quanto empresas estejam atentas aos meios e locais de conexão e, mais do que isso, busquem maneiras efetivas de assegurar a proteção ao smartphone.

Algumas atitudes simples, como alterar senhas periodicamente, ter cautela diante de e-mails de remetentes desconhecidos ou com títulos estranhos, optar por serviços com autenticação em duas etapas sempre que possível, não utilizar ferramentas não oficiais para desbloqueio de tela e não acessar sites sem certificado de segurança são práticas importantes para auxiliar na proteção. Entretanto, o principal fator está no investimento em uma plataforma que conte com padrões sólidos de segurança em diferentes camadas, combinando aspectos de hardware e software.

Há anos a proteção de dados é um foco prioritário das fabricantes no desenvolvimento de smartphones, e este cenário reforça a necessidade do constante aprimoramento das soluções de segurança. É necessário não só embarcar plataformas já no smartphone disponibilizado ao consumidor, como também proporcionar atualizações regularmente. Desde ferramentas para criptografar as informações do usuário, no caso de pessoas físicas, até recursos de EMM (Enterprise Mobility Management) ou MDM (Mobile Device Management), com foco em segurança, gestão, controle e personalização para empresas.

Em uma sociedade cada vez mais conectada, a segurança e a proteção de dados são pilares fundamentais para a expansão de novas plataformas de serviços. 

*Renato Citrini, gerente sênior de produto da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil

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