Segurança online: seu filho corre mais riscos na web do que você imagina

Por Igor Lopes | 16 de Setembro de 2012 às 17h30

* Em Nova York, EUA

Você já parou para pensar que as crianças de hoje são abraçadas pelo mundo digital antes mesmo de nascerem? Que mãe não posta fotos da barrigona nas redes sociais, do nascimento, do dia a dia dos pequenos? O resultado de tudo isso é que, com seis meses de idade, muitos recém-nascidos já têm pegadas espalhadas por toda a internet - rastros que vão ficando cada vez maiores, acompanhando o crescimento desses nativos digitais.

Para entender o impacto da tecnologia na vida das crianças que já nasceram nesse mundo conectado, a AVG, uma das principais empresas de segurança online do mundo, vem realizando, nos últimos dois anos, uma pesquisa em 11 países - incluindo o Brasil. "O estudo, que ganhou o nome de 'Diário Digital', mostra como as crianças e adolescentes vivem e interagem com a tecnologia, como isso define seus comportamentos e quais são as implicações sociais dessas inovações. Nós também quisemos, com essa pesquisa, entender como os pais lidam com suas crianças no que diz respeito a segurança digital, e se eles se preocupam - ou até mesmo sabem - como proteger os filhos online", explica Tony Anscombe, evangelista de segurança da AVG.

Os Nativos Digitais

De acordo com a pesquisa, 81% das crianças já têm algum conteúdo postado na web antes de completarem dois anos. "São fotos, dados pessoais e até e-mails e contas em redes sociais criadas pelos próprios pais", aponta Anscombe.

Outro dado interessante levantado pelo "Diário Digital" é que as crianças que hoje têm entre 2 e 5 anos aprendem a mexer no computador antes mesmo de desenvolver outras atividades: 19% delas descobrem como mexer em smartphones e até jogar games no PC antes de aprender a amarrar os cadarços do tênis, nadar ou andar de bicicleta.

No grupo que compreende as crianças de 6 a 9 anos, foi detectado que 47% delas já conversam com os amigos online e metade da turma já tem perfil em redes sociais - por mais que isso seja proibido pelas empresas. "O mais alarmante aqui é que 58% desses pais afirmaram não entender as redes sociais e nem sabem como monitorar o que seus filhos fazem na rede. Consegue imaginar o risco que essas crianças estão correndo ao estarem virtualmente expostas para o mundo?", alerta Tony.

Para os estudiosos da AVG, o jovem de hoje atinge a "maturidade digital" aos 11 anos. É quando ele começa a "imitar" os comportamentos adultos sem, no entanto, compreender as implicações de cada ação no mundo online. E é só nesse momento que os responsáveis começam a se aproximar do ambiente virtual dos filhos: 60% dos pais de jovens entre 14 e 17 anos admitiram acessar suas contas do Facebook sem a permissão das crianças. "Estamos vivendo uma nova forma de relacionamento entre pais e filhos, ou isso pode ser considerado espionagem?", questiona o evangelista.

E você, como costuma lidar com o comportamento online de seus filhos? Você se preocupa com isso ou confia no pequeno? Conte para nós nos comentários!

* O jornalista viajou para Nova York a convite da AVG.

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