7 dicas para não cair em golpes de pirâmides financeiras online

7 dicas para não cair em golpes de pirâmides financeiras online

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 23 de Agosto de 2021 às 21h00
Pixabay

A mensagem chega pelo WhatsApp, pelo Facebook, por SMS, por e-mail ou por algum outro meio eletrônico. E a promessa é ótima: ganhos fabulosos em investimentos. Em geral, se trata de um golpe, conhecido como pirâmide financeira.

Durante o fim de semana, foi divulgado um caso que atraiu celebridades. Juliana Paes, por exemplo, perdeu R$ 500 mil em um sistema que prometia a aquisição de automóveis seminovos e sua posterior revenda, com rentabilidade prevista de 4% a 8%. Outras vítimas incluem o ator Murilo Rosa e o ex-jogador do São Paulo Luis Fabiano.

No ambiente online, a propagação dessas ações se tornou muito mais rápida. Algumas das mais recentes envolvem criptomoedas — um ativo já um pouco mais complicado de compreender, para quem é leigo (além de ser bastante volátil), o que facilita a atuação dos criminosos.

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Imagem: Reprodução/Envato/Zinkevych_D

O primeiro passo para não ser enganado, então, é identificar que se trata de uma pirâmide financeira. Para começar, esse esquema é movimentado a partir da entrada de novos integrantes. Os participantes são remunerados com o dinheiro aplicado pelos novatos. Ou seja, não há, de fato, qualquer operação de investimento e, se não há novos integrantes, a pirâmide se torna insustentável.

É justamente por isso que elas fracassam em algum momento. Quando não for mais possível incluir mais participantes, não haverá mais crescimento. Isso faz a receita diminuir e, com ela, a remuneração dos integrantes. Por isso, é comum que eles tenham prejuízos.

Então, se for convidado para um grupo no WhatsApp ou em redes sociais para discutir possibilidades de investimentos, fique alerta. E se for incentivado a trazer familiares e amigos para participarem da oportunidade, com comissão atrelada à entrada deles no sistema, pior ainda. Fuja!

Veja, a seguir, outras formas de evitar ser vítima desse golpe.

1. Desconfie de promessas de lucros muitos alto

Mesmo que você não conheça nada sobre o mercado, saiba que não existe mágica. Então, ofertas de lucros muito superiores aos dos títulos públicos, que são considerados os ativos mais seguros da economia, devem ser vistas com desconfiança porque certamente não podem ser cumpridas. Esqueça o dinheiro fácil. Lembre-se de que risco e retorno estão intimamente ligados e de que, sempre que um ganha no mercado, outro perde na mesma proporção. Evite que você seja justamente o perdedor.

Imagem: Reprodução/Unsplash/Jason Leung

2. Use a internet a seu favor

É possível pesquisar sobre tudo online em poucos minutos. Então, antes de entregar seu dinheiro a algum investimento, investigue. Mecanismos de buscas podem ser bastante úteis: com o nome da empresa e de seus sócios, é possível descobrir muito. Os sites do Procon, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) permitem saber se a empresa tem restrições ou denúncias.

3. Fique atento à engenharia social

Na internet, uma das formas mais comuns de aliciamento é a engenharia social. Por isso, a insistência sempre deve ser vista com desconfiança. Especialmente se vier com um senso de urgência, de que tudo deve ser feito rapidamente para evitar perder oportunidades — respire fundo e não se deixe levar. Investimentos realmente bons não precisam procurar desesperadamente por investidores.

4. Se não entender o negócio, evite

Modelos de negócios confusos ou difíceis de avaliar são os preferidos dos golpistas. Por isso, é bastante comum que vendam produtos tecnológicos e procurem atrair quem não tem conhecimento suficiente para distinguir se eles são reais ou não. É fundamental saber como a empresa ganha dinheiro para ter certeza de que os retornos prometidos de fato podem ser garantidos. A transparência sobre os riscos envolvidos deve estar presente.

5. Suspeite de ostentação

Carros de luxo, iPhones e viagens estão entre os itens que atiçam o desejo. É natural, então, que sejam usados como forma de atração. Instituições reguladas não podem prometer nada dessa forma.

6. Não envie Pix para contas pessoais

Imagem: Reprodução/Canaltech/André Magalhães

O uso do sistema de pagamento instantâneo (Pix) pode tornar as pirâmides financeiras ainda mais perigosas. Com a transferência imediata, a chance de pegar a vítima de surpresa, obter sua concordância e receber o dinheiro rapidamente é mais alta. E se a conta for pessoal, não empresarial (com registro nas entidades pertinentes), é mais um indício forte de cilada.

7. Calcule os juros compostos

Um investimento que rende 15% ao mês pode transformar alguém em bilionário em dez anos. Por exemplo: R$ 1 mil aplicados mensalmente com essa remuneração se tornam, em 5 anos, R$ 4,3 milhões. Se fosse assim, haveria muitos bilionários por aí — infelizmente, isso não está disponível no mercado.

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