6 formas como empresas de tecnologia utilizam os seus dados pessoais

Por Redação | 09 de Julho de 2018 às 07h03

Políticas e Termos de Privacidade normalmente servem para identificar verdadeiros catataus que praticamente ninguém lê – mas que todo mundo deveria ao menos dar uma olhada. Embora nada menos do que um diploma universitário seja suficiente para entender alguns pontos, fato é que constam nessas letrinhas miúdas orientações do tipo “nós saberemos onde você está, o que gosta de comprar, o que anda pesquisando por aí e até em que posição utiliza o seu celular”.

Além disso, quem reservar cerca de uma hora para a leitura completa ainda vai descobrir que os dados coletados por gigantes como Apple, Facebook e Amazon não necessariamente ficarão restritos a estas. O Facebook, por exemplo, pode descobrir informações suas mesmo quando não estiver utilizando o aplicativo – ou mesmo se não tiver uma conta cadastrada.

É claro que alguns termos de uso pelo menos tentam compensar as varreduras promovidas nas contas dos usuários com alguma preocupação ética. A Maçã, por exemplo, recomenda que indivíduos menores de idade leiam o texto em companhia de um adulto – além de exigir que seus aparelhos não sejam utilizados para “projeto, desenvolvimento ou produção de armas nucleares, químicas ou biológicas”. Parece razoável.

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GPS, histórico de buscas, acelerômetro e giroscópio - tudo pode ser utilizado e repassado na internet.

Sem mais, vamos a algumas das formas como algumas das gigantes tecnológicas promovem uma devassa legalmente autorizada sobre o seu cotidiano.

1. Onde você está

Muitos aplicativos pedem permissão para obter a localização exata do seu telefone por meio do GPS (Global Positioning System). Ainda que a permissão normalmente possa ser negada, é fato que esse programas ainda podem saber onde você se encontra.

O Facebook, por exemplo, coleta informações sobre a sua localização mesmo sem utilizar o GPS – seja por meio de check-ins ou de eventos dos quais você participa. Já sites como o Twitter obtêm a mesma informação através do endereço IP do seu aparelho – a fim de que “possamos manter de forma segura e confiável os dados da sua conta”, conforme descrevem os termos de uso do microblog.

2. Dados repassados a terceiros

Ao concordar com os termos de uso de sites específicos, o que boa parte dos usuários não sabe é que a relação ali não é propriamente monogâmica, por assim dizer. De fato, vários sites e apps, além de fazer uso próprio das informações coletadas, também repassam os dados para parceiros comerciais.

Ao clicar no “Aceito” dos termos do Tinder, por exemplo, você também permite que as suas informações sejam utilizadas por outros sites do Match Group, incluindo OkCupid, Plenty of Fish e Match.com. No caso da rede social de negócios LinkedIn, lê-se que os dados são compartilhados “sempre que você utilizar alguns dos serviços providos por nossos afiliados, incluindo a Microsoft”, que é proprietária do site desde 2016. Algo semelhante também ocorre com a Apple e a Amazon. Uma das poucas que se excluem desse artifício é a Wikipédia. A enciclopédia online gratuita aponta em seus termos que “não permite rastreio por parte de sites terceiros que você não tenha visitado”.

3. Nem acelerômetro e giroscópio ficam de fora

Essa é para os teóricos da conspiração. Por algum motivo não especificado, o Tinder lista em seus termos de uso que efetua a coleta de dados fornecidos pelo giroscópio e pelo acelerômetro do seu celular. Basicamente, o app focado em encontros românticos quer saber qual é a inclinação do seu aparelho e se você está se movimentando. Pois é.

4. Buscas “excluídas” do Facebook

Embora ofereça a opção de excluir o histórico de buscas, uma rápida conferida nas Políticas e Termos de Privacidade da rede social mostra que não é bem assim. Segundo o texto, ainda que os itens sejam excluídos, o registro apenas é permanentemente deletado após seis meses.

5. Sondagem mesmo fora da rede social

Às vezes nem é preciso utilizar determinado aplicativo ou site para ter suas informações registradas. Os termos do Facebook, por exemplo, inclui o chamado Facebook Business Tools, pelo qual suas atividades fora da rede social podem ser obtidas por meio de “agências de publicidade, desenvolvedores de apps e editoras” – mesmo que você não possua uma conta cadastrada.

6. Varredura de mensagens privadas

Em ambiente online, o termo “privado” pode ser facilmente interpretado de forma equivocada. As mensagens privadas do LinkedIn, por exemplo, são constantemente lidas e processadas pela rede social de negócios a fim de proteger o usuário de sites maliciosos ou spams.

Ainda que a conduta seja semelhante, o Twitter lista outros motivos. Segundo o site, os dados coletados se referem a “quando e com quem você se comunicou”, a fim de “compreender melhor a utilização dos nossos serviços e garantir a segurança e a integridade da nossa plataforma”. Entretanto, o microblog afirma que não registra os conteúdos das mensagens.

Fonte: BBC

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