6 ações sobre segurança cibernética que você deve ensinar aos idosos

6 ações sobre segurança cibernética que você deve ensinar aos idosos

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 11 de Janeiro de 2022 às 18h00
Reprodução/Beth Macdonald/Unsplash

O envelhecimento faz parte do processo natural da vida dos seres humanos, mas mesmo sendo algo esperado, a tecnologia avança sem levar em conta possíveis dificuldades da população idosa, o que acaba os colocando em risco de segurança virtual.

Nas últimas décadas, houve um forte aumento no número de idosos com acesso à Internet: o percentual de pessoas com mais de 60 anos no Brasil navegando na rede mundial cresceu de 68% em 2018 para 97% em 2021, como mostra pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas.

De acordo com o estudo, os aplicativos que os idosos mais utilizam no celular são as redes sociais (72%); transporte urbano (47%); e bancário (45%). Idosos conectados também usam a internet para fazer compras. Entre os produtos que costumam comprar pela internet estão: eletroeletrônicos (58%); medicamentos (49%, com aumento de 21% em relação a 2018); e eletrodomésticos (47%).

Tendo isso em mente, é bom saber como auxiliar a população idosa a se proteger online, para evitar possíveis vazamentos de dados ou mesmo roubo de dinheiro. Com isso, disponibilizamos a seguir seis dicas da empresa de segurança DigiCert para auxiliar na proteção de pessoas na melhor idade:

Ajude-os a escolher senhas fortes e como protege-las

É importante que os idosos bloqueiem seus dispositivos e contas da mesma forma que trancariam a porta da frente de sua casa. Assim como bloqueios diferentes, algumas senhas são mais eficazes que outras. Se os dispositivos forem perdidos ou roubados, senhas fortes garantem que eles não possam ser acessados.

Além disso, gerenciadores de senhas podem ser funcionais dependendo da quantidade de serviços que o idoso quiser utilizar. Ao mesmo tempo, tenha em mente que o aplicativo, embora de fácil uso, pode ser encarado como mais uma complicação do processo.

Por fim, é importante ensinar os idosos a proteger suas senhas. Não deixar registros escritos espalhados em qualquer canto da casa, por exemplo, mas sim ter um caderno específico para essa função e guardado em um lugar que só eles se lembrem, por exemplo.

Ensine-os a evitar phishing

Phishing é perigoso para idosos. (Imagem: Reprodução/Kaspersky)

Os idosos são especialmente propensos a e-mails fraudulentos, telefonemas e contas de mídia social falsas, que podem tentar roubar seus dados em golpes de phishing. Ensine-os a não clicar em links ou baixar nada se houver alguma dúvida sobre sua legitimidade. Em vez disso, incentive-os a acessarem diretamente a página ou conta da Web e entrarem em contato diretamente com o suporte ao cliente.

Confira dicas para identificar phishing a seguir, e repasse-as para idosos:

  • Confira se as URLs que você vai clicar levam para o caminho correto, e não para alguma página suspeita;
  • Se suspeitar de alguém estar se passando por um conhecido, não abra nenhum link ou anexo recebido deles, e tire a dúvida com a pessoa, por outro canal de comunicação;
  • Prefira acessar instituições bancárias, redes sociais e outros serviços a partir dos apps oficiais ou em ambiente seguro no desktop;
  • Pense no contexto da mensagem. Você tem conta naquele banco? Eles costumam falar com você por esse canal? Na dúvida, entre em contato com centrais de atendimento oficiais da instituição;
  • Por fim, mas não menos importante: use antivírus;

Instale um bom programa antivírus

Vírus de todas as categorias são as principais ameaças de segurança cibernética para idosos. O malware geralmente pode infectar dispositivos sem que os usuários percebam e podem causar desde danos pequenos até mais severos.

Instalando soluções antivírus nos dispositivos dos idosos, eles receberão alertas sempre que estiverem prestes a realizarem ações que possam comprometer sistemas. O seu uso é importantíssimo para proteção em geral.

Mostre como verificar a legitimidade dos sites

É importante ensinar idosos a identificarem sites e anúncios falsos. (Imagem: Reprodução/PSafe)

Ao fazer compras online ou navegar nas redes sociais, os idosos podem ser especialmente vulneráveis a sites falsos ou contas falsas. Antes de compartilhar qualquer informação ou comprar de um site, os idosos devem verificar os indicadores de confiança. Estes podem incluir:

  • Procure por erros de ortografia na página da web;
  • "olhar além do bloqueio" para a identidade do site;
  • Protocolo https ativado;
  • Selos do site como o selo do site Norton ou DigiCert;
  • uma declaração de privacidade;
  • Informações de contato da empresa.

Se houver dúvidas, é importante que os idosos não realizem compras nesses sites, e nem insira suas informações. É importante que eles tenham em mente que se a oferta for muito boa, devem desconfiar.

Definir atualizações para instalar automaticamente

As atualizações de software ajudam a proteger contra as vulnerabilidades atuais, e é sempre recomendado que elas sejam instaladas assim que forem disponibilizadas. Para os idosos, o processo pode ser difícil, e por isso também é possível configurar as máquinas para que instalem as melhorias sempre automaticamente.

Com os idosos sabendo também que as máquinas estão na última versão da atualização, o risco deles clicarem em e-mails ou outros tipos de links que usam esse assunto como foco diminui, evitando infecções por malware por conta dessas táticas.

Lembre-os de sair de contas e sites

Simplesmente sair de contas e dispositivos pode ajudar a proteger a segurança dos idosos, principalmente em ambientes públicos, como computadores da biblioteca. O processo pode ser entediante, mas é necessário para manter os dados dessa parcela da população a salvo.

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