40% das pequenas e médias empresas têm dificuldade de investir em cibersegurança

40% das pequenas e médias empresas têm dificuldade de investir em cibersegurança

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 26 de Outubro de 2021 às 18h20
Reprodução/Joffi/Pixabay

Com a pandemia do COVID-19, muitas empresas encontraram-se no meio de uma enorme transformação digital, e com isso tiveram que equilibrar seus0 orçamentos de acordo com as novas demandas. Porém, segundo uma pesquisa da Kaspersky, o impacto, previsto como algo passageiro, foi bem maior que o esperado, com 40% das companhias brasileiras afirmando que as dificuldades financeiras dos últimos 12 meses provavelmente se tornarão permanentes. 

Com essa dificuldade, o setor que mais sofre é a cibersegurança. Segundo o relatório da Kaspersky, 40% das pequenas e médias empresas no Brasil tem problemas para obter recursos para melhorar seus recursos de proteção digital, mesmo se dando conta da importância da proteção contra ciberameaças. Para os especialistas em segurança corporativa, os empreendedores precisam pensar fora da caixa para encontrar alternativas viáveis para manter seu negócio sem expô-lo a riscos desnecessários.

Para Roberto Rebouças, gerente executivo da Kaspersky no Brasil, as empresas não podem somente levar em conta o custo da segurança e ignorar as consequências de não estar protegida, e que as companhias devem buscar serviços e programas mais baratas ou até mesmo gratuitas para poder se manter operacionais e protegidas. O executivo cita soluções com planos de assinaturas como opções, já que abaixam bastante o investimento inicial necessário para seu pleno funcionamento. 

Rebouças ainda afirma que cortar custos pode resolver os problemas da empresa no curto prazo, mas também pode frear o crescimento da empresa. "É muito importante que os empresários avaliem também a opção de fazer mais com o mesmo investimento, automatizando processos rotineiros para focar esforços e mão-de-obra em projetos que buscarão a sobrevivendo - e até mesmo o crescimento - do negócio", afirma. 

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Melhor prevenir que remediar

Roberto Rebouças, avaliando especificamente a questão da segurança da informação das empresas, reforça que as companhias nunca devem fazer uso de programas piratas ou cracks, já que ambos os métodos foram tidos como principais motivos de infecções por malware no Brasil, segundo o estudo Panorama de Ameaças de 2021, da Kaspersky. Para o executivo, a tentativa de economizar pode resultar em perdas financeiras e perdes de reputação que podem chegar aos milhares de dólares.

O executivo da Kaspersky também afirma acreditar que é possível equilibrar segurança e economia se as empresas seguirem regras básicas, como escolha correta de tecnologias e automatização de processos para reduzir custos sem impactar a infraestrutura corporativa. Por fim, Rebouças explica que é importante manter em mente que, uma hora ou outra, qualquer companhia pode ter que lidar com um ataque virtual, e que é melhor garantir que a tentativa não seja bem-sucedida do que ter que lidar com as consequências de um vazamento de dados, por exemplo. 

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