2,2 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes virtuais em outubro

2,2 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes virtuais em outubro

Por Ramon de Souza | 16 de Novembro de 2020 às 07h30
Reprodução/Priscilla Du Preez (Unplash)

Segundo novas estatísticas do dfndr lab, o laboratório de segurança digital da PSafe, o número de ameaças cibernéticas cresceu ao longo do mês de outubro — foram identificados nada menos do que 109 mil golpes ativos na web, o que representa um crescimento de 127% em comparação com setembro. No total, estima-se que pelo menos 2,2 milhões de brasileiros tenham sido vítimas de algum golpe nos últimos trintas dias.

A projeção, é claro, leva em conta apenas a atual população de 131,3 milhões de cidadãos que possuem um smartphone Android, já que as soluções da PSafe atingem apenas esse sistema operacional. Ainda assim, o número assusta: são 71 mil vítimas por dia no país, sendo que os golpes mais populares em outubro foram aqueles que promoviam falsas vagas de emprego em um perturbador cenário de instabilidade econômica.

Também tivemos um grande número de perfis de WhatsApp sendo clonados, com um total de 453 mil vítimas só neste último mês. Analisando a incidência de tal crime por estados, temos São Paulo em primeiro lugar com 84 mil vítimas, Rio de Janeiro em segundo lugar com 49 mil e Minas Gerais com a medalha de bronze com 33 mil vítimas impactadas.

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Imagem: Divulgação/PSafe

“Para ter acesso às contas de WhatsApp, os cibercriminosos utilizam técnicas de engenharia social, que tem como objetivo convencer a vítima a realizar uma ação que o criminoso deseja. Eles geralmente mentem, simulam uma pesquisa ou uma suposta promoção, e se passam por outras pessoas para conseguir este código”, explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

“Não é um golpe que utiliza softwares sofisticados para roubar informações, o criminoso literalmente precisa convencer a pessoa a fornecer o código de código de confirmação de seis dígitos enviado para o celular. Esse código de segurança é único que possibilita o acesso e sequestro da conta”, finaliza o executivo.

Fonte: dfndr lab

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