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Pessoas com pupilas maiores tendem a ser mais inteligentes, diz estudo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 14 de Junho de 2021 às 18h10

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azerbaijan_stockers/Freepik
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A pupila, que tem a função de enviar a luz exterior até a retina, está ligada à inteligência de cada um, de acordo com um novo estudo publicado recentemente. Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, quanto maiores as pupilas, mais aguçado é o cérebro.

Não é a primeira vez que o tamanho da pupila é relacionado às funções cognitivas, e já está comprovado que elas podem indicar o quão cansados estamos, se estamos empolgados ou, até mesmo, se estamos mentindo. No estudo recente, dois psicólogos do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, descobriram que a pupila maior pode significar inteligência fluida, capacidade de memória de trabalho e controle de atenção.

A pesquisa foi feita com a participação de 500 voluntários, com idades entre 18 e 35 anos, que tiveram suas pupilas medidas com uma câmera de alta potência e por um computador. Os cientistas também deixaram a iluminação do laboratório fraca, uma vez que a dilatação da pupila está relacionada à quantidade de luz que está ao redor. Então, um dispositivo de rastreamento ocular foi ligado enquanto os participantes realizavam testes cognitivos.

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Os testes avaliaram três quesitos. O primeiro foi capacidade de inteligência fluida, que envolve a habilidade de pensar de forma rápida e raciocinar com flexibilidade na hora de resolver problemas. O segundo foi a capacidade de memória operacional, ou seja, de reter informações por um determinado período de tempo, e o terceiro o controle da atenção. Então, em um geral, eles concluíram que um tamanho maior de pupila está relacionado à maior capacidade de realizar essas tarefas.

A pesquisa não mostra, no entanto, uma causa específica para isso, mas diz que há a suspeita de ter uma relação com o cerúleo, também conhecido como locus coeruleus, estrutura de nosso cérebro que conta com conexões neurais profundas com o sistema nervoso central. Os cientistas contam que a atividade dessa região está relacionada às mudanças no tamanho da pupila e também a uma organização mais ampla da atividade cerebral necessária para a realização de tarefas complexas.

A conclusão do estudo diz, então, que existe a possibilidade de que os indivíduos de alta habilidade consigam regular melhor a atividade do cerúleo e então alternar de um estado mental para outro. O estudo completo foi publicado na revista científica Cognition, e o artigo online está à venda na plataforma Science Direct

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Fonte: IFL Science