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Estudo da Fiocruz relaciona covid grave a desgastes do sistema imune

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  |  • 

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tang/rawpixel
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Os casos graves de covid-19 têm relação com o envelhecimento do sistema imunológico. É o que sugere um estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado na revista científica Journal of Infectious Diseases. Os voluntários foram recrutados no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.

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Para fazer essa associação, o grupo de cientistas analisou amostras de sangue de 22 pacientes hospitalizados com covid-19 e comparou com 22 pessoas saudáveis. Em meio a essa avaliação, os pesquisadores procuraram por sinais de que as células de defesa (conhecidas como linfócitos T auxiliares) das pessoas com a doença passaram por um desgaste. O artigo aponta que, a partir desse processo de envelhecimento, as células perdem a capacidade de se multiplicar, reconhecer as proteínas virais e ativar as células responsáveis pela produção de anticorpos.

“Nos pacientes com Covid-19 grave, observamos que os linfócitos T CD4 [auxiliares] estão em estágio final de diferenciação, apresentando marcadores de exaustão e senescência. São células que perderam a capacidade de expansão clonal, ou seja, não vão se multiplicar ao entrar em contato com as proteínas virais e não vão conseguir comandar uma resposta imunitária eficiente”, afirma o coordenador do estudo, Alexandre Morrot, em entrevista à Agência Friocruz.

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O pesquisador esclarece que os linfócitos T auxiliares atuam como maestros do sistema imune. No combate à infecção, essas células reconhecem as proteínas virais e ativam as células de defesa responsáveis por combater o vírus e produzir anticorpos.

“A Covid-19 ainda é uma doença nova e não sabemos como será a sua evolução. A literatura científica indica que células exauridas podem recuperar sua função. Já as células senescentes podem morrer e ser substituídas por células jovens. É possível que alguns meses após a doença, os pacientes não apresentem mais essas alterações, mas isso terá que ser acompanhado”, conclui.