Ebola passa a ser uma doença curável em 90% dos casos

Por Nathan Vieira | 13 de Agosto de 2019 às 21h10

A medicina deu um passo à frente e agora é capaz de salvar 90% dos pacientes que são infectados pelo vírus Ebola. Isso graças aos testes de dois anticorpos monoclonais, que acabaram se mostrando muito eficientes não apenas no bloqueio do vírus, como também na eliminação completa. Esses testes vieram à tona durante o surto na República Democrática do Congo.

Depois de perceber a eficácia, os cientistas declararam que o Ebola passou a ser considerado curável. “A partir de agora, já não vamos dizer que o Ebola é incurável. Estes avanços ajudarão a salvar milhares de vidas”, declara Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Institut National de Recherche Biomédicale da República Democrática do Congo.

Os cientistas esperam que, agora que os índices estão muito mais favoráveis, a população dos países mais afetados pela doença passe a confiar mais no tratamento, já que uma das maiores causas da morte pela doença se deve não só à falta de informação como também ao próprio medo do tratamento. Na época do surto, 70% dos pacientes que recorriam ao tratamento acabavam morrendo, o que levava ao medo. "Agora que 90% de seus pacientes podem ir ao centro de tratamento e sair completamente curados, eles vão começar a acreditar e construir confiança na população e na comunidade", afirma Muyembe.

De acordo com o jornal norte-americano The Guardian, as unidades de tratamento do Ebola situadas na República Democrática do Congo já estão passando a utilizar os anticorpos monoclonais. Jeremy Farrar, co-presidente do grupo terapêutico da Organização Mundial da Saúde para o Ebola, anuncia: “Quanto mais aprendermos sobre esses dois tratamentos, e como eles podem complementar a resposta de saúde pública, incluindo rastreamento de contatos e vacinação, mais perto estaremos de transformar o Ebola de uma doença terrível em uma doença que pode ser prevenida e tratada. Nunca nos livraremos do Ebola, mas devemos ser capazes de impedir que esses surtos se transformem em grandes epidemias nacionais e regionais”.

Fonte: The Guardian via SoCientífica

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