Dor crônica é potencializada por uso de smartphones e tablets, diz pesquisa

Por Redação | 13 de Julho de 2017 às 15h08
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Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) identificou que 37% dos brasileiros sofrem com dor crônica. De acordo com o resultado, entre as principais dores estão a dor de cabeça, lombar, cervicais (pescoço) e por patologias (câncer), acometendo, principalmente, mulheres na faixa dos 41 anos.

Os pesquisadores afirmam que grande parte das pessoas acometidas por dores crônicas tem um potencializador: o uso exagerado de smartphones e tablets, que acabam prejudicando, especialmente, a postura. “O uso excessivo e incorreto de celular e tablet provoca a má postura e, consequentemente, a sobrecarga na cervical, nos membros superiores, nos dedos, na coluna lombar e dorsal – por conta dos movimentos repetitivos –, na visão e, ainda, estimula o sedentarismo. A partir daí, as dores crônicas começam a aparecer e aquelas já existentes pioram ainda mais. Neste caso, o uso destes aparelhos pode causar lesões tendinosas nos punhos, ombros e cotovelos, além de acarretar hérnias, protrusões e desvios de coluna”, alertou Leonardo Cezar, ortopedista e cirurgião do Hapvida Saúde.

A investigação revela, ainda, que crianças expostas aos gadgets apresentam maiores chances de desenvolver algum tipo de dor crônica quando chegam na fase adulta. Para prevenir a intensidade das dores, o ideal é procurar o mais rapidamente tratamento para combater as crises, pois os problemas, em geral, não possuem cura definitiva.

“Uma dor persistente tem que ser avaliada por um médico. Sentir dor não é normal e é necessário avaliar quais as causas para evitar que uma dor casual se torne, de fato, uma dor crônica. Quando a dor vira crônica ela já passa a ser considerada uma doença. Os tratamentos indicados para pacientes crônicos, além da medicação, são fisioterapia, RPG, pilates e musculação, todas sob supervisão de profissionais habilitados. Lembrando que é sempre fundamental o acompanhamento médico em todo e qualquer tratamento”, explicou o especialista.

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