COVID-19: China monitora “importados”, que causaram um novo registro local

Por Claudio Yuge | 23 de Março de 2020 às 18h28
Fotos Públicas

A China, que já foi o epicentro do novo coronavírus (SARS-CoV-2), vem conseguindo estabilizar o número de novos casos confirmados e até chegou a passar quatro dias sem infecções locais. Todos os últimos registros recentes da COVID-19 no país têm sido de “importados”, ou seja, de pessoas que desembarcaram de viagens recentes. A exceção fica por conta de uma pessoa que manifestou os sintomas no sul de Guangzhou.

Não há muitos detalhes sobre seu perfil e estado de saúde, contudo, esse paciente estaria ligado à chegada de um conhecido do exterior no sábado (21). Aliás, o desembarque de viajantes é a maior preocupação das autoridades neste momento, pois esse é o primeiro caso de transmissão local em quatro dias — em Wuhan, onde o surto começou, não há novas infecções, locais ou importadas, há quase uma semana.

Imagem: Reprodução/Fotos Públicas

No sábado, a Comissão Nacional de Saúde da China informou haver 46 novos casos da COVID-19, todos importados, dos quais 14 se concentravam no centro financeiro de Xangai e 13 na capital Pequim. Já neste domingo (22), os números caíram, com 39 confirmações, também vindas de fora. A grande maioria dos infectados é de estudantes chineses, que retornaram para casa após um período na Espanha, Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e Paquistão.

Medidas para conter casos importados

Pequim intensificou as medidas para conter infecções importadas, desviando todos os vôos internacionais que chegaram nesta segunda-feira (23) para outras cidades, incluindo Xangai e o oeste de Xian, onde os passageiros serão submetidos a exames. De acordo com autoridades da imigração, estrangeiros que perdem conexões internacionais como resultado dessa medida têm que deixar a China, acrescentando que os visitantes devem "pensar com cuidado" antes de escolher Pequim como ponto de trânsito.

Imagem: Reprodução/Fotos Públicas

Os governos de Xangai e Guangzhou também disseram que todos os passageiros internacionais que chegarem serão testados para detectar o novo coronavírus — antes, só quem vinha de países fortemente afetados vinham sendo avaliados. A província costeira de Zhejiang, perto de Xangai, colocará todos os desembarques marítimos do exterior em quarentena.

Mesmo com um nível de alerta mais baixo, a Feira de Cantão, a maior e mais antiga feira da China, que deveria começar no dia 15 de abril em Guangzhou, agora está adiada por tempo indeterminado. Por enquanto, a única localidade chinesa interditada é o centro de Wuhan — outras cidades e condados já estão classificados como de baixo risco e com trânsito de pessoas liberado. O país, que acumulou 3.270 mortes, não registrou mais óbitos e, das quase 82 mil pessoas infectadas, mais de 72,7 mil se recuperaram.

Fonte: Reuters  

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