Cientistas desenvolvem sistema de IA que identifica doenças nos olhos

Cientistas desenvolvem sistema de IA que identifica doenças nos olhos

Por Natalie Rosa | 29 de Agosto de 2018 às 13h39
Reprodução

A FDA (Food and Drug Administration), agência federal de regulação de medicamentos e alimentos norte-americana, acaba de aprovar o primeiro sistema de inteligência artificial que faz o diagnóstico de doenças oculares causadas por diabetes. O projeto é completamente autônomo e não exige a interpretação de um médico.

Empresas como a Google e a DeepMind vêm trabalhando em algoritmos de aprendizado de máquina capazes de detectar a retinopatia diabética, reconhecida como uma das causas principais de cegueira em adultos.

A ferramenta se chama IDx-DR e foi desenvolvida pela empresa de diagnósticos IDx LLC, em Iowa, Estados Unidos.

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Michael Abràmoff, pesquisador principal do estudo e presidente da IDx, conta que o projeto aborda um território que, anteriormente, era inexplorado na área da saúde, principalmente por poder colocar a saúde do paciente em risco.

"É por isso que foi tão importante desenvolver um estudo excepcionalmente rigoroso, revisado por médicos e dientistas independentes. Agora que os resultados foram publicados, médicos e pacientes podem avaliar as evidências científicas com segurança e a eficária de uma inteligência artificial autônoma como a IDx-DR", conta o cientista.

Segurança e proteção

O sistema utiliza duas redes neurais convolucionais para fazer a detecção da retinopatia diabética analisando os olhos dos pacientes. O primeiro modelo é responsável por analisar a qualidade da imagem da retina, determinando se o foco, equilíbrio das cores e exposição são bons o suficiente para passar para o algoritmo de diagnóstico.

Então, o segundo componente procura por sinais comuns de possíveis danos, como hemorragias causadas por instabilidade nos níveis de açúcar no sangue.

O sistema faz a identificação se há sinais da doença e, então, o tratamento fica por conta do médico.

Segundo os pesquisadores, o sistema não identifica a condição com porcentagens específicas, mas sim em três níveis: sensitividade, especificidade e imagem.

O estudo completo pode ser conferido no site da Nature.

Fonte: The Register

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