"Robôs não são maus", garante Boston Dynamics, criadora do Spot

Por Felipe Junqueira | 11 de Novembro de 2019 às 19h25
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O Spot, cão-robô da Boston Dynamics, chegou ao mercado no final de setembro e, claro, gerou pânico em parte dos seres humanos que seguem ficção científica. Apesar de a primeira leva ainda sequer ter sido enviada - o que deve acontecer somente no verão de 2020, que no hemisfério norte começa em junho - os vídeos dessas máquinas viralizaram e geraram terror em alguns internautas.

O criador dos pequenos robôs, no entanto, garante que não motivos para preocupação. Marc Raibert contou à APF, em uma entrevista concedida no Web Summit em Lisboa, que não existe razão para temer os robôs Spot. Ele ainda explica que os principais usos para as máquinas são em construção e outras áreas em que há necessidade de monitoramento.

“Hoje em dia, é um objetivo popular na construção civil coletar dados para medir o progresso do canteiro de obras”, disse Raibert. “Estamos pegando alguns desses sensores, colocando-os no robô e fazendo-o viajar e coletar dados. Há uma oportunidade real de os robôs fazerem isso com mais frequência, pois podem localizar os sensores com muito mais precisão do que pessoas”.

Apesar disso, os robôs não foram feitos para causar nenhum mal a seres humanos. De acordo com o criador, eles “podem ver as pessoas como obstáculos e evitam obstáculos. Mas não foram mesmo projetados para trabalhar próximo a pessoas. Não os estamos vendendo para quem quer colocá-los em casa”, explicou.

Raibert ainda disse que mesmo em escritórios não há trabalhos que possam ser realizados pelo Spot. E pôs a culpa no receio de algumas pessoas com os robôs em Hollywood. “Acho que parte do medo que existe de robôs não é porque o robô vai cometer um erro e bater em alguma coisa, isso vai acontecer algumas vezes, como um acidente de carro, certo? Há um medo que é mais um medo da ficção científica de que os robôs serão inteligentes e ficarão com raiva da gente. Não acho que isso seja realista nos robôs de hoje”, filosofou.

“Hollywood levou as coisas para um extremo, na maneira como retratou. Os robôs não são maus, eles não têm emoções, ego ou ambições como as pessoas”, disse Raibert, que ainda explicou que há uma cláusula no contrato de quem compra o Spot que não permite o uso do robô para machucar ou intimidar uma pessoa. “Não queremos que ninguém os transforme em uma arma”, concluiu.

Fonte: RoboDaily

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