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Robô expert em queijos faz controle de qualidade em tempo real

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  |  • 

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annapustynnikova/Envato
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Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, desenvolveram um robô que ajuda no controle de qualidade de queijos. Além de economizar tempo e dinheiro para a indústria de laticínios, o equipamento pode contribuir para a criação de um sistema de produção mais sustentável no futuro.

Todo o processo de análise é feito por meio de uma luz infravermelha instalada em dois tubos de metal inseridos diretamente na coalhada macia. Essa luz usada para iluminar os queijos emite comprimentos de onda que, posteriormente, são armazenados como dados em um computador.

“Analisar a luz nos permite mapear as impressões digitais químicas de um queijo — incluindo seu teor de gordura, proteína e carboidratos. Ao fazer isso, sempre podemos ver se os queijos atendem aos padrões de qualidade do laticínio em relação à segurança, textura e sabor”, explica o professor de ciência dos alimentos Klavs Martin Sørensen.

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Monitoramento em tempo real

Uma das vantagens do robô é que ele é capaz de monitorar os queijos no estágio inicial de produção, permitindo que o laticínio seja informado em tempo real e possa ajustar a receita para corrigir o erro ou acrescentar novos ingredientes para melhorar a qualidade do produto final.

Atualmente, esse controle de qualidade na fabricação de queijos é feito com base em amostras individuais, geralmente retiradas de um lote aleatório do produto. A identificação de possíveis problemas ainda depende, quase exclusivamente, da experiência e da habilidade de especialistas humanos, treinados para essa tarefa.

“Nunca conseguimos monitorar esse processo antes com tanta precisão. O robô é o primeiro dessa categoria capaz de apresentar uma maneira completamente nova de trabalhar com a produção digital de alimentos, reduzindo a probabilidade de erros em toda a cadeia de produção”, acrescenta Sørensen.

Queijo verde

Além de ajudar no controle de qualidade dos queijos, o robô também pode ser usado para o desenvolvimento de métodos de produção mais sustentáveis, possibilitando a fabricação de alimentos com uma pegada de carbono menor ou reduzindo o consumo excessivo de água.

“Em breve começaremos a testar se podemos usar menos água ou se é possível reciclar parte dela nos processos de produção. O robô pode nos ajudar a determinar quanta água podemos economizar sem comprometer a qualidade e o sabor do produto”, afirma Sørensen.

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Os pesquisadores acreditam que o bot também pode ser utilizado para acompanhar o processo de produção de outros alimentos como carnes, massas, frutas e pães. A ideia é ampliar a capacidade de monitoramento para que o robô possa ser aproveitado por toda a indústria alimentícia.

“As empresas estão empolgadas com o robô porque ele pode ajudá-las a eliminar erros no início, em vez de no final do processo, como acontece hoje. O robô nunca vai substituir os trabalhadores humanos, mas será uma ferramenta indispensável para eles no futuro”, prevê o professor Klavs Martin Sørensen.

Fonte: University of Copenhagen