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Cientistas criam menor robô ambulante do mundo

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Reprodução/Northwestern University
Reprodução/Northwestern University

Engenheiros da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram o que eles dizem ser o menor robô ambulante controlado remotamente do mundo. Com apenas meio milímetro de largura, o bot — que se parece com um caranguejo minúsculo — consegue girar, rastejar e até pular obstáculos maiores.

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Segundo os pesquisadores, essa tecnologia inovadora pode ajudar no desenvolvimento de robôs microscópicos inteligentes, capazes de realizar tarefas complexas em espaços apertados ou de difícil acesso, como minas e escombros, ou até mesmo dentro do corpo humano.

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“Você pode imaginar esses robôs como agentes para reparar e montar pequenas estruturas ou máquinas na indústria, ou como assistentes cirúrgicos para limpar artérias entupidas, parar hemorragias internas ou eliminar tumores cancerígenos, tudo em procedimentos minimamente invasivos”, explica o professor de robótica John Rogers, autor principal do estudo.

Mini bots

Em vez de ser alimentado por um hardware complexo, sistemas hidráulicos ou eletricidade, esses robozinhos funcionam com a ajuda da resiliência elástica de seus corpos. Para construi-los, os pesquisadores usaram um material com uma espécie de “memória” latente, capaz de deformar e voltar a forma original quando aquecido.

Um feixe de laser é utilizado para esquentar rapidamente partes específicas do corpo dos robôs, enquanto uma fina camada de vidro faz com que o local deformado volte ao seu estado inicial após o resfriamento. À medida que o bot muda de uma fase para outra, o movimento de locomoção é criado.

“O laser não apenas controla remotamente o robô para ativá-lo, mas também determina a direção que ele deve seguir. A digitalização da esquerda para a direita, por exemplo, faz com que o robô se mova no sentido oposto. Como essas estruturas são muito pequenas, a taxa de resfriamento é muito rápida, proporcionando uma boa velocidade de deslocamento”, acrescenta Rogers.

Montagem simples

Para fabricar uma criatura tão pequena, os cientistas recorreram a uma técnica de montagem inspirada em um livro infantil de modelagem, conhecida como “pop-up”. Eles fabricaram os precursores das estruturas do caranguejo ambulante utilizando geometrias planas.

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Esses precursores foram colocados em um substrato de borracha levemente esticado que, ao ser relaxado e aquecido, faz com que o robô “surja” com formas tridimensionais precisamente definidas. Voltando ao livro infantil, é como se o usuário apertasse um objeto plano até ele se transformar em uma figura palpável.

“Com essas técnicas de montagem e conceitos de materiais, podemos construir robôs ambulantes de quase todos os tamanhos ou formas 3D, incluindo minhocas, grilos e besouros, capazes de se locomover por espaços reduzidos onde outro robô nem sequer conseguiria entrar”, encerra o professor John Rogers.