Uber sofre prejuízo líquido de US$ 5,2 bilhões - o maior da história da empresa

Por Rui Maciel | 08 de Agosto de 2019 às 20h50
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Nesta quinta-feira (08), a Uber divulgou seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2019 (ano fiscal de 2020) - o segundo desde que se tornou uma empresa pública, E, mais uma vez, os números não ajudaram: a companhia até registrou um aumento de 14% em sua receita, em comparação ao segundo trimestre de 2018: de US$ 2,76 bilhões pulou para US$ 3,16 bilhões. No entanto, ela teve um prejuízo líquido de US$ 5,2 bilhões (contra US$ 878 milhões no mesmo período do ano anterior), o que representa a maior perda trimestral da sua história.

Ainda assim, as ações da empresa fecharam em alta, subindo mais de 9% e custando US $ 42,98 por papel. Esse valor é apenas um pouco mais baixo do que seu preço de entrada na oferta pública de ações (IPO), ocorrida em maio, quando a ação custou por volta de US $ 45.

Cenário preocupante

O aumento de 14% de sua receita em relação ao mesmo período do ano anterior contrariou as expectativas dos analistas de mercado, que consideram esse um crescimento mais lento do que nunca. A companhia diz que a maioria das perdas do segundo trimestre é resultado de despesas com remuneração, baseada em ações para funcionários após o IPO. Além disso, a Uber ainda perdeu US $ 1,3 bilhão no valor de seus papeis, uma desvalorização de 30% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

De acordo com o canal CNBC, os analistas esperavam perdas por ação de US $ 3,12. No entanto, a Uber apresentou uma perda de U$ 4,72. Em relação às receitas,a expectativa era de que os números chegassem a US $ 3,36 bilhões, ou seja, US $ 200 milhões a mais do que foi anunciado.

Em comunicado aos analistas, Nelson Chai, CFO da Uber, afirmou: "Embora continuemos a investir agressivamente no crescimento, também queremos que seja um crescimento saudável e, neste trimestre, fizemos um bom progresso nessa direção".

Depois que o seu IPO foi abaixo das expectativas - o valor de mercado da empresa foi de US$ 70 bilhoes, contra os US$ 120 bilhões estimados pelos seus executivos - a companhia vem tentando se ajustar às expectativas de Wall Street. Recentemente, em uma tentativa de reduzir custos e tornar as operações mais eficientes, a Uber anunciou a demissão de um terço de seu departamento de marketing, que contava com 1.200 pessoas.

A grama do rival não está mais verde

Se isso serve de consolo para a Uber, os números do Lyft, seu principal concorrente nos EUA, também não estão dos melhores. A empresa registrou uma receita US $ 867 milhões no 2º trimestre de 2019, com perdas líquidas de US $ 644 milhões. Ainda que a receita tenha crescido 71% em comparação ao ao mesmo período do ano anterior (US$ 505 milhões), as perdas líquidas aumentaram em 259%. Ainda assim, as ações da companhia fecharam em alta de 3% nesta quinta-feira, a US $ 62 por papel.

Quanto ao Uber Eats, a divisão de crescimento mais saudável da Uber, a empresa afirma que seus MAPCs (sigla em inglês para “consumidores de plataformas ativas mensais”), cresceram 140% em relação ao ano anterior. A empresa agora trabalha com 320.000 restaurantes. Quanto à receita, ela cresceu 72% em comparação ao segundo trimestre de 2018, registrando faturamento de US $ 595 milhões.

Fonte: Uber

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