Executivos da Apple recebem mais de US$ 30 milhões em prêmios por desempenho

Por Carlos Dias Ferreira | 05 de Outubro de 2018 às 18h58
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Pelo menos três funcionários da cúpula da Apple devem ter um peru consideravelmente mais gordo para as festas de fim de ano. Conforme consta de uma série de arquivos publicados pela U.S. Securities and Exchange Commission (Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio dos EUA), a diretora de vendas Angela Ahrendts, o diretor financeiro Luca Maestri e o diretor de operações Jeff Williams puderam converter recentemente um total de 130,528 mil ações restritas cada em US$ 30,3 milhões.

De acordo com o conceito de “ação restrita”, o prêmio foi tornado conversível após condições de desempenho terem sido satisfeitas. No caso, Ahrendts, Maestri e Williams conseguiram ultrapassar a meta de retorno a investidores estipulada pela Maçã em 2015, de acordo com o índice Standard & Poor's 500 — composto por quinhentos ativos cotados nas bolsas de NYSE ou NASDAQ, qualificados conforme seu tamanho de merdcado, sua liquidez e sua representação de grupo industrial. Para atender à legislação tributária dos EUA, a Apple precisou reter 68,530 mil ações.

Crescimento de 107,36% desde 2015

O período avaliado se estendeu de 27 de setembro de 2015 até 29 de setembro de 2017, com a premiação pautada pelo desempenho relativo da Apple em relação a outras companhias listadas no referido índice. Conforme detalham os documentos publicados pela SEC, as ações da AAPL passaram em três anos de US$ 113,15 para US$ 234,62 — com dividendos já contabilizados. Trata-se de um crescimento de 107,36% durante o período.

Em comparação com outras empresas constantes da S&P 500, a Apple acabou na 51ª posição — com crescimento superior a praticamente 90% das companhias listadas. Conforme ocorreu com premiações anteriores, a estrutura legal permite recompensas em ações em uma faixa que vai de 0 a 200% dos retornos a investidores — da valorização dos papéis, basicamente.

No caso, por ficar acima de pelo menos 85% das companhias avaliadas pela Standard & Poor’s 500, a Apple tinha total liberdade para premiar seus funcionários com a porcentagem máxima. Juntamente com as chamadas “opções de compra”, as ações restritas representam as principais formas de recompensa utilizadas para retenção de executivos de alto escalão em grandes companhias de capital público. No caso, o trio referido no início deste texto foi fundamental para levar a Apple até seu atual patamar trilionário.

Fonte: via Apple Insider

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