Disney tem prejuízo de US$3,5 bilhões devido a parques fechados pelo coronavírus

Por Nathan Vieira | 05 de Agosto de 2020 às 13h25
Hector Vasquez/Unsplash

A paralisação dos parques da Disney por conta da pandemia do novo coronavírus custaram à empresa US$ 3,5 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 18,4 bilhões) em receita. A revelação foi feita pela própria empresa nesta terça-feira (4), quando apresentou os resultados financeiros relativos ao terceiro trimestre do atual ano fiscal.

Embora a Disney tenha reaberto a maioria de seus parques temáticos internacionais nos últimos meses, o fechamento contínuo da Disney World e da Disneyland nos EUA resultou em um grande baque financeiro. Os US$ 3,5 bilhões incluem todos os seis parques temáticos internacionais da Disney, suas linhas de cruzeiro, hotéis e passeios, além de suas mercadorias. No trimestre, encerrado em 29 de junho, a empresa registrou queda de 85% nesse segmento, com receita caindo para US$ 1 bilhão (R$ 5,26 bilhões).

Enquanto os parques em Xangai, Hong Kong e Japão puderam reabrir durante o trimestre, a maioria dos negócios de parques da Disney vem de suas localizações nos EUA. A Disney World na Flórida reabriu em julho, após o término do trimestre. A Disneyland na Califórnia ainda não voltou a funcionar, pois o governo do estado não forneceu diretrizes de reabertura para parques de diversões.

A Disney também relatou quedas no licenciamento de mercadorias e em seus negócios de varejo, enfraquecendo ainda mais os resultados operacionais, já que suas lojas ficaram fechadas na maior parte do trimestre. O Disneyland Resort na Califórnia estava programado para reabrir em 17 de julho. No entanto, um aumento nos casos de coronavírus em todo o estado atrasou o plano. Não está claro quando será permitido abrir.

Parques na pandemia

 Os parques da Disney que reabriram possuem capacidade limitada do parque e instituíram procedimentos de distanciamento social e saúde e segurança

A Disney começou a fechar seus parques em janeiro, começando pelo Hong Kong Disneyland Resort. Em março, os dois resorts americanos foram forçados a fechar. Os locais que reabriram o fizeram com sua capacidade reduzida e instituíram procedimentos de distanciamento social, de saúde e segurança, incluindo marcadores de distância, pagamentos sem dinheiro e sem contato, estações de desinfetantes para mãos espalhadas e limpezas profundas.

A máscara também é obrigatória, a menos que o hóspede esteja comendo. Alguns visitantes tentaram tirar proveito da formulação vaga da política inicial comendo comida enquanto passeavam pelo parque. No entanto, a Disney atualizou as diretrizes e passou a exigir que os hóspedes fiquem parados ao comer. O Blog do Mickey chegou a publicar a política revisada, que agora declara: "Você pode remover a cobertura do rosto enquanto come ou bebe ativamente, mas deve ficar parado e manter um distanciamento social apropriado". A política originalmente permitia que as pessoas removessem suas máscaras para comer e beber enquanto caminhavam.

O Universal Studios seguiu os passos da Disney, abrindo apenas seu parque na Flórida no início de junho. No entanto, atualmente está operando com capacidade limitada e fechou áreas interativas. Máscaras também são necessárias para todos os hóspedes e funcionários. Os portões do parque da Califórnia ainda estão fechados, sem data de reabertura definida.

Fonte: CNBC

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