Zuckerberg nega existência de “acordo secreto” com Donald Trump

Por Ramon de Souza | 20 de Julho de 2020 às 22h15
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Não é de hoje que o Facebook vem sendo amplamente criticado por supostamente passar pano para conteúdos tóxicos e discursos de ódio em sua plataforma — tanto que a rede social sofreu, recentemente, um boicote comercial apoiado por diversas multinacionais.

Não demorou muito para que algumas pessoas começassem a cogitar a existência de um possível acordo entre o serviço e Donald Trump, atual presidente dos EUA, para que seus moderadores fizessem vista grossa em relação às publicações do republicano.

Porém, em uma recente entrevista concedida exclusivamente ao portal Axios, Mark Zuckerberg, CEO da rede social, negou tais acusações. “Nós ouvimos essa especulação também, então me deixe ser claro: não há qualquer tipo de acordo. Na verdade, toda essa ideia de acordo é bastante ridícula”, dispara o executivo, impaciente.

A teoria teria se intensificado depois que Zuckerberg decidiu demitir um funcionário que protestou contra posts de Trump. “Eu converso com o presidente de tempos em tempos, da mesma forma que eu conversava com nosso último presidente e líderes políticos ao redor do mundo, complementa o empresário.

“Uma crítica específica que eu tenho visto é de que há muitas pessoas que dizem que talvez somos muito simpáticos ou muito próximos da administração Trump. Eu só quero me aprofundar um pouco nesse ponto. Nós precisamos separar o fato de dar às pessoas algum espaço de discurso da posição que nós temos individualmente”, comenta Zuckerberg, antes de citar diversas decisões de Trump com as quais ele, pessoalmente, discorda.

Reprodução/The Telegraph

Questionado a respeito de um “jantar secreto” na Casa Branca, o executivo explica: “Aceitei o convite pois estava na cidade e ele é o presidente dos Estados Unidos. Vale lembrar que eu também tive vários jantares e encontros com o presidente Obama… tanto na Casa Branca quanto fora dela, e até mesmo organizei um evento para ele no escritório do Facebook”, relembra. “O fato de eu me encontrar com o chefe de estado não deveria surpreender ninguém e tampouco sugerir algum tipo de acordo”, finaliza.

Fonte: Axios, The Verge

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