Twitter começa a liberar Comunidades para mais pessoas no Brasil

Twitter começa a liberar Comunidades para mais pessoas no Brasil

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 10 de Janeiro de 2022 às 13h17
Alveni Lisboa/Canaltech

O Twitter deu início à distribuição do recurso de comunidades para mais usuários do Android e web no Brasil e no mundo. Chamado apenas de Comunidades, o recurso lembra bastante o Orkut e o Facebook ao introduzir a possibilidade de criar grupos de discussões com moderadores e visibilidade limitada (ou não).

As Comunidades devem reunir usuários do Twitter com gostos e interesses em comum para tuitar sobre os mais variados assuntos. Até então, a novidade era limitada apenas a quem recebesse convites de um membro, o que restringiu bastante a entrada a um "seleto grupo" de usuários. Desde o último dia 8 de janeiro, quando mais gente recebeu a guia, passou a ser mais fácil pesquisar e localizar Comunidades do seu interesse.

As Comunidades estão estrategicamente posicionadas para chamar a atenção do usuário (Imagem: Bruno Salutes/Canaltech)

Um novo ícone de duas pessoas começou a surgir na interface da rede social, posicionado entre a guia Explorar e Notificações. Ao clicar pela primeira vez, a plataforma exibe um aviso sobre as funcionalidades e vantagens de participar de um grupo de discussão.

Ao entrar em uma Comunidade, o usuário passa a ter a opção de tuitar para o feed geral ou apenas para os membros do grupo verem — neste caso, seus seguidores não verão o post, exceto se também forem participantes. Os administradores e moderadores terão a importante função de manter as conversas dos trilhos, para evitar xingamentos, notícias falsas ou publicações fora de contexto.

Ao acessar as Comunidades, você verá esta tela de alerta (Imagem: Bruno Salutes/Canaltech)

Criando Comunidades no Twitter

O processo de criação de uma comunidade permanece restrito. Embora sejam limitações temporárias, ainda não foi divulgado oficialmente quem poderá ter grupos no Twitter. Não há botão ou funcionalidade para criar uma comunidade: a plataforma do passarinho azul exige o preenchimento de um formulário de interesse para ser feita uma análise prévia da proposta.

Cada administrador poderá estabelecer um conjunto de normas que o usuário deve ler e concordar para prosseguir. Se descumprir alguns dos itens listados, poderá sofrer penalidades, como um aviso ou o banimento da comunidade, e até punições do próprio Twitter, conforme a gravidade.

Em uma página exclusiva sobre o serviço, a rede social dos tuítes explica com mais detalhes o funcionamento das Comunidades. Além de interagir com os conteúdos, os usuários serão capazes de denunciar publicações ou pessoas, entrar ou sair dos grupos e até pedir a punição de moderadores que abusem do seu poder ao banir de modo arbitrário.

É provável que o lançamento para mais usuários seja o início da expansão das Comunidades para abrir mais recursos, e assim atrair mais interessados a criar seus próprios grupos. Algumas pessoas também relatam não terem acesso ao serviço até agora, o que pode indicar uma disponibilização gradual. O jeito é aguardar o anúncio oficial para esclarecer todas as dúvidas ainda restantes.

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