Twitter anuncia “Centro de Privacidade” e promete mais transparência de dados

Por Rafael Arbulu | 03 de Dezembro de 2019 às 18h39
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O Twitter anunciou, por meio de um post publicado hoje (3), em seu blog oficial, a criação da área de “Centro de Privacidade” (uma tradução literal do original: Privacy Center), que consiste de alguns funcionários da empresa exclusivamente focados em trazer maior transparência entre a rede social e seus usuários. O papel da área será o de informar quais são as práticas adotadas pelo Twitter na proteção de dados e informações que os internautas compartilham em seu uso da plataforma.

“Nós acreditamos que as empresas deveriam ser responsabilizadas pelas pessoas que confiam nelas com suas informações pessoais, e responsáveis não apenas em proteger essas informações, mas explicar como elas o fazem”, disse o Twitter. “[O Centro de Privacidade] É o ponto central que hospeda tudo relacionado ao nosso trabalho em relação à proteção da privacidade e de dados: iniciativas relacionadas, anúncios, novos produtos de privacidade e comunicação voltada a incidentes de segurança. Assim, será mais fácil encontrar e aprender mais sobre o que fazemos para manter seus dados seguros, incluindo que tipo de informação coletamos, como a usamos e os controles que você tem”, continuou.

O Twitter anunciou a criação de uma nova área, dedicada à transparência da empresa em relatar o uso dos dados que ela obtém de seus usuários 

O anúncio do Twitter também explica que a empresa promoverá o treinamento do gerenciamento de dados dos usuários a todos os seus funcionários, além de ter rodado enquetes para saber quais tipos de controles os usuários mais desejam. As respostas variam de país para país, então podemos esperar algo mais especificamente desenhado para o público brasileiro.

Tal qual o Facebook, o Twitter sempre teve contendas com a privacidade das informações de usuário, embora seus casos sempre sejam consideravelmente menores em escopo do que aqueles encarados pela empresa fundada por Mark Zuckerberg. O problema mais recente a ser enfrentado pela rede chefiada por Jack Dorsey refere-se à coleta de informações privadas conduzida pelo kit de desenvolvimento de duas empresas de criação de aplicativos. O Twitter barrou o acesso delas à plataforma a fim de coibir qualquer vazamento.

O Twitter parece querer melhorar a sua imagem pública, bastante atacada em 2018 e 2019 por ser permissiva demais em falhas de privacidade e propagação de discursos de ódio. Em abril deste ano, a empresa também anunciou uma série de políticas de gestão de combate ao fomento de postagens perigosas ou de conteúdo abusivo. Mais recentemente, uma mudança de recurso na plataforma passou a permitir que usuários escondessem certas respostas nos chamados "fios" de conversa, quando um post obtém várias respostas. Tais ocasiões comumente geram debates acalorados e, com isso, algumas pessoas podem exagerar nas reações: com a nova função, o ator original da conversa tem a capacidade de administrar potenciais discursos de ódio ao simplesmente sumir com a resposta que ele considerar abusiva.

As mudanças nas práticas de privacidade do Twitter terão efeito a partir de 1º de janeiro de 2020.

Fonte: Twitter

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