Times ingleses promovem boicote a redes sociais para protestar contra o racismo

Por Alveni Lisboa | 30 de Abril de 2021 às 17h10
Reprodução/Raheem Sterling

Equipes e organizações de futebol inglesas vão inativar suas contas no Facebook, Twitter e Instagram durante este final de semana como parte de um protesto contra o tratamento dado por estas plataformas aos casos de discriminação e ao abuso nos últimos tempos.

Jogadores estrangeiros e negros são alvos constantes de comentários racistas ou discriminatórios não somente na Inglaterra, mas também em outros países do mundo. As equipes inglesas acusam as empresas de mídia social de não tomarem nenhum tipo de providências para evitar que novos casos ocorram. Jogadores como Raheem Sterling, Richarlyson, Gabriel Jesus e muitos outros manifestaram apoio à causa.

Em fevereiro, o grupo enviou uma carta aberta ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, e do Twitter, Jack Dorsey, com o pedido de que algo fosse feito para coibir as práticas nocivas. Dentre as solicitações está a criação de um filtro que bloqueie as postagens de cunho racista ou discriminatório. As entidades do futebol inglês também pedem a criação de um mecanismo robusto, transparente e rápido para remover posts abusivos e excluir usuários da rede (sem que eles possam criar novos perfis).

Outra solicitação presente na carta é a criação de mecanismos tecnológicos mais apurados para identificação de usuários, o que permitiria um trabalho mais eficiente da polícia na identificação de suspeitos e coerção deste tipo de delito. Por fim, e vinculado a isto, é o pedido para que essas plataformas passem a trabalhar mais próximas com organizações, autoridades e grupos de combate ao preconceito, racismo e outros crimes de ódio.

Participarão do boicote os perfis da Premier League, English Football League, Professional Footballers ’Association, Football Association, League Managers Association, Football Supporters’ Association e outras. Todos os clubes que fazem parte da primeira divisão inglesa, da Barclays FA Women's Super League e da Women’s Championship também deixarão de atualizar seus canais sociais como forma de se posicionar.

As ligas e times esperam que o protesto deste fim de semana dê mais visibilidade para o movimento. Afinal, todos os dias são publicadas notícias sobre casos de racismo e outros tipos de abuso cometidos contra aqueles que só deveriam trazer alegria para os torcedores.

Fonte: The Verge

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