Posts em 3D no feed e interação com VR e AR: entenda o projeto do Facebook

Por Jessica Pinheiro | 22 de Fevereiro de 2018 às 14h43
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Facebook

Que o Facebook já possuía suporte a publicações de fotografias em 360 graus todo mundo já sabia. Porém, a novidade é que a empresa continua trabalhando em um projeto de implantação de 3D, VR e AR na rede social de modo aprimorar a interação do público com essas tecnologias. Em outubro, por exemplo, a companhia lançou posts com modelos 3D interativos, que o usuário pode mover e girar na tela – esta sendo a fase 2 da proposta.

Os posts em 3D do Facebook suportam o formato padrão de arquivo glTF 2.0, que permite texturas, iluminação e renderização realista de objetos irregulares ou com brilho. Os novos endpoints de gráficos API permitem que os desenvolvedores construam aplicativos de modelagem 3D ou até mesmo câmeras 3D que compartilhem as reproduções diretamente no feed de notícias e criam sites que exibem as postagens em 3D. Os usuários, inclusive, agora podem arrastar e soltar objetos 3D no feed, além de trazer posts 3D para interagir no Espaço Facebook, uma área com salas em realidade virtual (VR) da rede social.

A ideia é que os usuários se sintam livres para utilizarem criações personalizadas em um aplicativo de modelagem 3D, compartilhando-as diretamente no feed de notícias e trazê-las para o Espaço Facebook, onde poderão brincar e/ou interagir com a produção. Marcas como LEGO, Jurassic World, Clash of Clans e Wayfair já estão experimentando, por exemplo, mensagens em 3D com as quais o usuário pode interagir.

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O diretor criativo de realidade virtual social do Facebook, Ocean Quigley, afirma que a companhia está tentando fazer com que o 3D se torne um integrante nativo do ecossistema da rede social. “O estágio 3 [do projeto] é trazer estes objetos para a realidade aumentada (AR)”, ele comenta. Para o executivo, esta é uma progressão natural das redes sociais, que evoluem de interações por texto, para fotos e vídeos e por fim, mídia imersiva. “Estamos tentando estabelecer as etapas fundamentais para que o Facebook possa acompanhar seus usuários aos mundos 3D do VR e da AR”.

Como funciona?

O glTF 2.0 é tido como uma espécie de “JPEG do 3D”, facilitado por intermédio do suporte da Google, da Microsoft e da Sony. Todavia, se o usuário possuir um objeto 3D em outro formato, o Facebook promove a conversão em código aberto no GitHub, para que não haja maiores complicações na hora de portar um tipo específico de arquivo.

Então, quando o usuário compartilhar uma publicação em 3D, ele poderá escolher uma cor e uma textura de fundo para personalizar. Como o Facebook espera manter um fluxo de uploads simples e funcional, estes posts de alta tecnologia não precisarão de grandes habilidades ou domínio especializado.

Aos desenvolvedores e curiosos de plantão, o Facebook não planeja oferecer ferramentas de edição em 3D (pelo menos não até segunda ordem), para construir seus próprios objetos 3D dentro da rede social. A medida é para tornar mais fácil a interação e compartilhamento de publicações por meio de aplicativos externos, oferecendo uma experiência mais ampla, imersiva e, de alguma forma, até mesmo inclusiva.

E após a fase 3?

Se as novas funcionalidades caírem no gosto do público, o Facebook pode se reinventar totalmente, servindo até mesmo como uma espécie de portfólio para profissionais da área. Especula-se também que a rede social pode investir na criação de avatares 3D para seus usuários em um futuro próximo, criados com base em fotos pessoais ou marcações que, no caso, gerariam automaticamente uma versão virtual da pessoa.

Se a ideia dos avatares 3D não vir do próprio Facebook, é possível que comerciantes e anunciantes se aproveitem da brecha para oferecer uma ferramenta do gênero para a rede social. Esta ação poderia nivelar bem com a situação criada pela decisão de Mark Zuckerberg de dar mais espaço às publicações pessoais e menos atenção às marcas, o que causou certa polêmica e um alerta de queda nas ações da companhia.

De toda forma, é importante que o Facebook continue se adaptando às tecnologias que surgem, adaptando-as e implementando-as de alguma forma que fique atrativo para o seu público – em especial os mais jovens. Segundo o gerente de produtos Aykud Gönen, a companhia tem a visão de que no futuro as pessoas viverão em um mundo digital contínuo, onde poderão compartilhar experiência imersivas e objetos 3D em realidade aumentada e virtual em seu feed de notícias.

Fonte: Tech Crunch

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