LinkedIn adere ao Código de Conduta da União Europeia contra discurso de ódio

LinkedIn adere ao Código de Conduta da União Europeia contra discurso de ódio

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 28 de Junho de 2021 às 14h20
Alexander Shatov/Unsplash

O combate ao discurso de ódio chegou ao LinkedIn na União Europeia (UE). Para isso, a empresa aderiu ao Código de Conduta da UE. Didier Reynders, comissário de Justiça do bloco, diz que a mensagem “é e continuará a ser importante para a luta contra o discurso de ódio”. “Convido outras empresas a participarem para ajudar a libertar o mundo online do ódio.”

Apesar de só agora ser oficialmente um associado, o LinkedIn diz que já seguia as diretrizes, uma vez que a Microsoft, dona da plataforma, já era signatária das regras. “O LinkedIn tem a responsabilidade de criar experiências seguras para seus usuários. Discurso de ódio não é tolerado em nossa plataforma”, diz documento oficial da empresa.

Na UE, a classificação de discurso de ódio inclui conteúdo racista ou xenofóbico, bem como que incite a violência ou o ódio contra grupos em razão de raça, cor da pele, religião ou origem étnica, entre outros. O código é suplementar a legislações específicas dos países do bloco e não vinculativo juridicamente.

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Imagem: Reprodução/Elements/rawf8

Essa iniciativa começou em 2016 quando Facebook, Twitter, YouTube e Microsoft se uniram para combater o discurso de ódio. Desde então, outras empresas de tecnologia aderiram ao projeto (como o TikTok, que se associou em outubro de 2020), mas muitos serviços ainda não participam — especialmente as plataformas de mensagem.

No ano passado, a Comissão Europeia propôs atualizações às regras de comércio eletrônico em áreas como conteúdo e produtos ilegais. Nos próximos anos, a UE deve ter um enquadramento legal para o tema, não apenas um código com adesão voluntária.

A pandemia de COVID-19 contribuiu para fazer os legisladores se concentrarem no tema da regulação da esfera digital. Com isso, muitos esforços da UE acabaram por ser acelerados.

Fonte: TechCrunch

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