Jack Dorsey passou por cima de funcionários para manter Alex Jones no Twitter

Por Rafael Arbulu | 04 de Setembro de 2018 às 11h33
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Você já sabe que o Twitter vem enfrentando uma série de questionamentos sobre as suas ações (ou, para alguns, a falta delas) contra perfis controversos e compartilhamento de conteúdo duvidoso. Porém, se uma reportagem publicada nesta segunda-feira (3) pelo Wall Street Journal for levada a sério, a situação é bem mais complicada do que parece.

Segundo o jornal, que teve acesso a fontes que lhe falaram em condição de anonimato por temer represálias internas, a rede social comandada por Jack Dorsey vem mantendo, deliberadamente, perfis ultraconservadores e de apelo ao neonazismo conhecido nos EUA como Alternative Right (“Direita Alternativa”, na tradução literal) — e o culpado disso é um só: o próprio Jack Dorsey.

Jack Dorsey, CEO do Twitter, é acusado por fontes do Wall Street Journal de indeferir decisões de times de moderação e permitir que perfis controversos usem a plataforma
(Imagem: Bloomberg Finance) 

De acordo com a matéria, o CEO do Twitter tem medo de “pisar em calos” do lado conservador do espectro político norte-americano e disse, segundo a fonte do periódico, mais de uma vez, que passou por cima do seu staff de moderação quando esse assunto apareceu à sua mesa. Exemplos disso são a punição branda ao apresentador do canal de extrema direita Infowars, Alex Jones; e o retorno do supremacista branco Richard Spencer, que havia sido banido da plataforma, mas inexplicavelmente conseguiu retornar a ela tempos depois.

A fonte disse ao jornal que Jack Dorsey agiu pessoalmente em ambos os casos.

“No mês passado, após a decisão controversa do Twitter de permitir que o conspiracionista da extrema direita Alex Jones permanecesse na plataforma, o Sr. Dorsey disse a uma pessoa que ele indeferiu uma decisão tomada pela sua equipe de expulsar Jones, segundo uma fonte próxima da discussão. O Twitter refuta esta afirmação, dizendo que o Sr. Dorsey não estava envolvido nessa situação”, diz trecho da reportagem.

Ainda citando o jornal, Dorsey teria feito o mesmo há dois anos, em outra situação ainda mais controversa: “Eventos similares ocorreram em novembro de 2016, quando o time de segurança e transparência da empresa expulsou o provocador da direita alternativa, Richard Spencer, da plataforma, dizendo que ele operava contas demais. O Sr. Dorsey, que não estava envolvido nas primeiras discussões, disse à equipe que o Sr. Spencer deveria ter permissão para manter uma de suas contas e manter-se no site”.

Fonte: Wall Street JournalGizmodo

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