Facebook lança recurso para evitar postagem de fotos íntimas sem permissão

Por Redação | 05 de Abril de 2017 às 12h05
photo_camera Divulgação

O Facebook anunciou nesta quarta-feira (5) um novo conjunto de ferramentas na luta contra a divulgação de imagens íntimas sem autorização - o chamado "pornô da vingança". A partir de agora, se alguém tentar postar uma foto previamente bloqueada pela rede social, aquele usuário vai se deparar com uma mensagem de que o conteúdo em questão não pode ser compartilhado porque viola as políticas do site.

A novidade não é restrita apenas ao Facebook e vale também para o Messenger e o Instagram. Segundo a empresa, o processo será feito por meio da tecnologia de "photo-matching", em que é possível cruzar informações entre fotos de um determinado usuário. Caso o internauta encontre uma imagem sua postada sem permissão, ele poderá denunciar esse conteúdo clicando na seta localizada no canto superior direito e depois em "Denunciar publicação", ou clicar no "..." (reticências) que fica próximo àquela postagem.

A companhia afirma que, uma vez denunciado, o conteúdo é revisado por membros especialmente treinados do time de Operação de Comunidade do Facebook. Se considerarem que o post violou os termos de uso da rede social, ele então é removido. Em algumas situações, a plataforma também suspende a conta do usuário que compartilhou as imagens íntimas sem autorização.

Além disso, o Facebook explica que trabalha em parceria com mais de 150 organizaões de segurança que oferecem recursos e apoio às vítimas desse tipo de vingança. Entre os países que têm colaborado estão Quênia, Índia, Irlanda, Espanha, Turquia, Suécia, Holanda e Estados Unidos.

"Estamos focados nessa tecnologia devido ao dano que esse tipo de compartilhamento tem causado em suas vítimas", contou Antigone Davis, chefe global de segurança no Facebook, ao site TechCrunch.

De acordo com um estudo conduzido nos EUA com vítimas do compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento, 93% das pessoas afetadas por esse fenômeno relataram angústia emocional, e 82% afirmaram sofrer prejuízos em aspectos sociais, profissionais e outras importantes áreas de sua vida.

"Estas ferramentas, desenvolvidas em parceria com especialistas em segurança, são exemplos do potencial que a tecnologia tem em ajudar a manter as pessoas seguras. O Facebook está em uma posição única para prevenir este tipo de dano. (...) Somos gratos a todos os conselhos e o apoio que recebemos para desenvolver essas ferramentas e recursos", diz a empresa em um comunicado oficial.

Fonte: Facebook, com informações do TechCrunch

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