Facebook fecha mais de 790 grupos da teoria da conspiração ligados ao QAnon

Por Ramon de Souza | 19 de Agosto de 2020 às 22h45
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Após fechar o segundo maior grupo de apoiadores da teoria da conspiração QAnon no começo do mês, o Facebook anunciou, nesta quarta-feira (19), uma série de novas medidas para sufocar ainda mais a disseminação de tal comunidade em sua plataforma. Em uma decisão drástica, a rede social fechou mais de 790 outros grupos similares, além de ter removido 150 páginas e cessado a circulação de 1,5 mil anúncios patrocinados.

Também foram bloqueadas 300 hashtags (que também já não podem ser usadas no Instagram) e foram impostas restrições em 1,950 grupos e 440 páginas no Facebook e 10 mil perfis no Instagram. Com isso, o serviço não pretende eliminar os apoiadores da teoria em si, mas apenas diminuir a sua influência sobre outros internautas que utilizam a rede social e possuem outros vieses políticos.

De extrema direita, a teoria QAnon envolve a crença de que há um governo mundial interessado em derrubar o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Embora não seja exatamente novo, o movimento ganhou força desde o início da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV2), com seus apoiadores tentando frequentemente diminuir o real risco do vírus para a sociedade.

Outras plataformas já adotaram medidas bem mais drásticas contra o QAnon: o Twitter, por exemplo, começou a fazer uma limpa e excluir todos perfis de apoiadores desde o final de julho, banindo completamente o movimento de seu serviço. A teoria também não pode mais ser discutida no Reddit, que, desde setembro de 2018, proíbe a existência de comunidades focadas na tese.

Fonte: Engadget

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