Nos EUA, Facebook fecha grupo de 200 mil membros sobre teoria da conspiração

Por Ramon de Souza | 07 de Agosto de 2020 às 21h45
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Constantemente pressionado a dar menos espaço para notícias falsas, discursos de ódio e conteúdos extremistas de cunho político, o Facebook virou notícia nesta sexta-feira (7) ao apagar um grupo que continha mais de 200 mil membros registrados. A comunidade em questão era a “Official Q/QAnon”, formada por estadunidenses simpatizantes de uma teoria da conspiração que defende um conluio secreto para derrubar o presidente Donald Trump.

Ao Business Insider, um porta-voz da rede social explicou que a exclusão foi realizada porque os integrantes do fórum estavam postando “repetidamente” conteúdos que violam as suas políticas de uso; a companhia não deixou claro, porém, qual era o teor das publicações e tampouco quais artigos específicos da política eles infringiram. Embora o fato tenha atingido a mídia nesta sexta, o grupo foi deletado na terça-feira (4).

O movimento QAnon surgiu de um tópico de discussão no "imageboard 4chan", famoso por ser o berço de campanhas e grupos de ativismo — na maioria das vezes, de idoneidade duvidosa. Os simpatizantes da teoria acreditam que existe um “governo universal secreto” que controla todo o planeta e deseja derrubar o presidente republicano, visto que sua eleição acabou atrapalhando grande parte de seus planos.

O Official Q/QAnon, vale observar, é apenas o segundo maior grupo no Facebook a respeito de tal teoria — o primeiro deles, ainda mais numeroso, segue em pleno funcionamento (tal como comunidades menores). Curiosamente, no fim do mês passado, o Twitter também fez uma limpa e deletou mais de 7 mil contas relacionadas ao movimento QAnon.

Fonte: Business Insider

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