Drag queens pedem que Facebook mude a política do uso de nomes verdadeiros

Por Redação | 02 de Junho de 2015 às 11h46
photo_camera Foto: Reprodução/CNN

Drag queens norte-americanas estão travando uma verdadeira guerra contra o Facebook e suas políticas de nome real. Vítimas de abuso, estas pessoas preferem não usar os seus nomes reais em seus perfis na rede social, que os caracteriza como falsos por serem nomes que envolvem características, adjetivos, elementos da natureza, entre outros.

Como forma de protesto, cerca de 100 manifestantes se reuniram em frente à sede do Facebook em Menlo Park carregando cartazes com os dizeres "My Name is My Bussiness" ("Meu nome é meu negócio"), "Facebook exposed me to my abuser" ("O Facebook me expôs ao meu agressor"), "Your apologize was a lie" ("Seu pedido de desculpas foi uma mentira"), entre outros.

A rede social de Mark Zuckerberg já pediu desculpas à comunidade drag queen, afirmando que os nomes inventados não precisam ser, necessariamente, os nomes de registro das pessoas e que eles podem sim cadastrar os apelidos usados em shows.

Porém, de acordo com organizadores do protesto "MyNameIs", diversas pessoas ainda estão sendo impedidas pelo Facebook de usar os seus nomes de trabalho. Eles propõem três alterações: a primeira é que a rede social não disponibilize mais a ferramenta de denúncia de nomes falsos, já que existe uma outra função que envolve a representação e o assédio. A segunda proposta é que o Facebook pare de pedir cartões de crédito e outros dados semelhantes para que seja feita a autenticação da identidade. E, por último, eles querem que a companhia crie um processo de apelação para os usuários afetados pela dificuldade de terem as suas contas reintegradas.

O Facebook atualizou recentemente as suas políticas de nomes autênticos e, de acordo com os executivos da empresa, Justin Osofsky e Monika Bickert, a rede social agora permite que os usuários dos Estados Unidos, primeiramente, possam acessar as suas contas por até sete dias depois de terem sido denunciadas, enquanto buscam por maneiras de provar suas identidades. Antes era preciso mostrar documentos legais como papéis de correio, assinatura de revista, entre outros documentos que incluem nomes autênticos antes de reaver o acesso à conta.

A empresa também está tentando esclarecer em outras línguas que "nome autêntico" não significa ser o nome legal. Osofsky e Bickert afirmam que as políticas da companhia ajudam a proteger a comunidade de interações perigosas, citando exemplos de ex-namorados abusivos que criam personas para assediar ex-namoradas, ou contas criadas apenas com o intuito de praticar crimes de ódio.

Uma drag queen de Chicago disse em entrevista ao Washington Post que "o Facebook tem sido incrivelmente lento para perceber que o seu sistema tem sido usado como ferramenta de assédio e abuso". Ela ainda comenta que entende a intenção de prevenir que as pessoas criem nomes falsos para ter comportamentos abusivos, mas afirma que também é importante poder fazer essa distinção de quem busca pelo crime e quem só quer usar seus nomes autênticos.

Fonte: Endgaget

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