Divulgação de fake news na Europa sobe diante de eleição parlamentar da UE

Por Wagner Wakka | 22 de Maio de 2019 às 12h21
Avaaz
Tudo sobre

Facebook

Saiba tudo sobre Facebook

Ver mais

A Avaaz, conhecida plataforma de criação de petições online, realizou uma pesquisa sobre notícias falsas próximas às eleições parlamentares europeia que devem acontecer nesta semana. O grupo de advocacia descobriu um aumento significativo no número de notícias no Facebook por conta da aproximação do pleito.

O estudo levantou 550 páginas e 328 perfis voltados a espalharem notícias falsas em países como Alemanha, Reino Unido, França Itália, Polônia e Espanha. Após a apresentação do estudo, a Avaaz informou que o Facebook já derrubou 77 páginas e 230 perfis.

O problema, contudo, permanece o mesmo. As eleições parlamentares da União Europeia começam nesta quinta-feira (23), sendo que, durante três meses, essas páginas tiveram atuação no continente. A estimativa do estudo é de que 533 milhões de pessoas tenha sido impactadas com informações falsas.

“O tamanho e a sofisticação dessas redes as tornam armas de destruição em massa à democracia e agora elas estão apontadas para a Europa. A coisa mais medonha é que a gente apenas riscou a superfície disso. Pode haver mais, muito mais por aí”, reconhece Christoph Schott, diretor do estudo da Avaaz.

Junto com o documento, a Avaaz enviou um pedido para que o Facebook tenha checadores de notícias para derrubar tais páginas e perfis. Ainda, a empresa quer que a rede social conte com informes para os usuários explicando quando estão lidando com desinformação. Ainda, exige que o Facebook tenha ações que sejam proativas para lidar com esse tipo de situação, não apenas tomando medidas reativas como é o caso.

Métodos

Um dos modos de ação mais simples de páginas de informações falsa é criar uma base grande de usuários e depois substituir o nome para espalhar notícias falsas. Com isso, é possível impactar pessoas que nunca clicariam para receber tal tipo de informação.

Entre os perfis banidos está o do ativista de extrema-deira Tommy Robinson, considerado pela rede social como perigoso. Outros grupos, em todos países, espalharam desinformações e motivaram ações anti-imigração, além de postagens de cunho racista e nacionalista. Na Alemanha, há relatos até de posts com conteúdos nazistas e veneração a Hitler.

Resposta

O Facebook tem apresentado esforços para conter atividades como esta. No ano passado, a rede social investiu em programas de checagem de fatos e sistemas para derrubar investimentos externos em posts voltados para publicidade eleitoral. Contudo, não foi bem-sucedida em nenhum experimento pré-eleitoral ainda.

Em relação à União Europeia, o Facebook informou em março o bloqueio de 137 contas entre Facebook e Instagram no Reino Unido por divulgação de notícias falsas. Ainda, assim como no Brasil, a empresa buscou associação com jornalistas para tentar mapear focos de desinformação de forma mais efetiva.

Fonte: CNET

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.