O que fazer com o “fim” dos likes no Instagram?

Por Joyce Macedo | 23 de Maio de 2019 às 22h00
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No finalzinho de abril, o Instagram anunciou que iria deixar de mostrar o número de curtidas das imagens postadas na rede social. Por enquanto, tudo não passa de um teste que ainda está restrito ao Canadá, mas a notícia deixou muito influenciador abalado, porque apesar do dono da publicação saber quantas pessoas curtiram sua foto, o restante do mundo não poderá apreciar sua popularidade.

A intenção do Instagram parece realmente boa, já que a plataforma garante que a restrição deve tirar a pressão de cima do usuário e deixar o ambiente menos tóxico e competitivo. “Nós queremos que os seus seguidores foquem no que você compartilha, não em quantas curtidas seus posts têm”.

Agora, a internet está dividida entre os famosos biscoiteiros* que não gostaram da possibilidade de ter sua quantidade de likes escondidos e aqueles que adoraram a ideia de postar suas fotos conceituais sem o risco do temido flop*.

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E agora, quem poderá nos influenciar digitalmente?

Um novo cenário pede novas medidas criativas. Para suprir a carência de likes e continuar agradando sua audiência (nem que seja só os seus amigos mesmo), os usuários precisarão se dedicar à criação de conteúdos mais relevantes, autênticos e que realmente tenham impacto sobre as outras pessoas.

No entanto, existem dois caminhos possíveis: um Instagram recheado de conteúdo criativo, inspirador, motivador, e tudo de bom, ou uma manada de usuários migrando para outras redes sociais em que seja possível ter um contador público de curtidas. De qualquer forma, um detox da popularidade social realmente cairia bem.

É tudo uma questão de relevância

Opiniões pessoais à parte, o Instagram sabe muito bem que o negócio de influência digital é imenso e gira muito dinheiro. E os likes “escondidos” do grande público podem dificultar a vida das marcas que tendem a escolher influenciadores no Instagram de acordo com suas taxas de engajamento e alcance.

A solução mais simples para quem depende dessas métricas para conseguir trabalho é investir em um bom mídia kit **, uma vez que o dono do perfil terá acesso aos dados. Além disso, as marcas também devem seguir para um caminho em que outras métricas serão mais importantes do que as curtidas, como por exemplo a quantidade de vezes que uma imagem é salva, ou a quantidade de impressões de uma publicação. Além disso, os Stories nunca tiveram likes públicos e sempre foram um sucesso no Instagram, principalmente quando o conteúdo é interessante, divertido e sincero.

No fundo, os likes sempre foram uma moeda falsa, já que a quantidade de bots e contas falsas inflam facilmente esse número, que nem sempre representa o real desempenho do conteúdo, mas sim uma maneira mais fácil de comparar as publicações e a suposta relevância dos perfis.

Fato é que vivemos em uma época em que uma foto de ovo ganhou um número recorde de curtidas no Instagram. Há quem diga que foi uma forma de protesto e crítica à busca incessante por likes. Será mesmo? Sua saúde mental com certeza vai agradecer o fim da disputa desesperada para ver quem tem mais like em uma selfie.

Conta aqui nos comentários qual é a sua opinião sobre essa possível mudança no Instagram. Você é #TimeBiscoiteiros ou #TimeFlopSemCulpa?

*Se você, assim como eu, já não tem mais idade para acompanhar a quantidade de gírias internetescas que surgem a cada dia, o termo biscoiteiro é usado para definir pessoas que gostam de chamar atenção só para receber elogios na internet. Particularmente, eu prefiro o antigo termo "querer confete", mas ninguém se importa, não é mesmo? Já o flop é o famoso fiasco mesmo.

** Veja esse post da nossa amiga Elaine Villatoro sobre midia kits.

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