83% das crianças brasileiras entre 8 e 12 anos já estão ativas nas redes sociais

Por Redação | 12.10.2015 às 08:00

Uma pesquisa realizada pela Intel Security alerta os pais sobre os perigos escondidos na internet para as crianças. O estudo, que ouviu 507 crianças e adolescentes no Brasil, revelou que 83% dos usuários entre 8 e 12 anos já estão ativos nas redes sociais. O índice é ainda maior entre adolescentes de 13 a 16 anos, chegando a 97%. O objetivo principal da pesquisa é mostrar que os pais precisam estar atentos à segurança de seus filhos para não os exporem aos perigos na web.

Também foi revelado que as crianças começam a atuar nas mídias sociais bem mais cedo. Cerca de 45% das crianças que participaram do levantamento criaram uma conta no Facebook quando tinham entre 8 e 10 anos. Vale ressaltar que as regras de segurança da rede social só permitem a criação de contas para pessoas com mais de 13 anos. Mesmo assim, os pequenos mentem suas idades para conseguirem criar seus perfis. Um outro dado bastante preocupante é que 20% dos entrevistados entre 8 e 12 anos dizem que já se encontraram ou se encontrariam com alguém que conheceram na internet.

O engenheiro de produtos da Intel Security, Thiago Hyppolito, comenta que esta realidade é bastante preocupante, pois as redes sociais escondem vários perigos que não são identificados pelas crianças. "Muitos pais acham que os filhos sabem mais sobre mídias sociais do que eles próprios e, por isso, não acompanham de perto o comportamento das crianças. Além da possibilidade de ser abordado por algum estranho mal intencionado, a mídia social também é muito usada pelas próprias crianças para cometer cyberbullying", explica.

Cerca de 48% das crianças e adolescentes brasileiros admitem que escondem suas atividades online dos pais. Já 33% dizem mudar seu comportamento quando sabem que os pais estão vigiando. Entre as práticas mais utilizadas pelas crianças para esconderem o que fazem online estão: apagar histórico do navegador (23%), apagar mensagens (20%), usar um dispositivo móvel em vez de laptop ou desktop (17%) e minimizar o navegador quando adultos estão por perto (16%).

O estudo mostra que para esconder o que fazem nas redes sociais, 26% das crianças preferem utilizar nomes falsos ou apelidos em seus perfis. De acordo com eles, o motivo para fazer isso é para postarem o que querem sem que os colegas saibam quem eles são (53%) ou porque não querem que seus pais ou professores descubram que estão envolvidos com algum tipo de conteúdo impróprio (40%).

Outro dado levantado pela pesquisa da Intel Security e que é bastante preocupante é o tempo que os jovens passam na internet. Quase 30% das crianças passam de 2 a 5 horas por dia usando dispositivo móvel em atividades como assistir vídeos (62%), mídias sociais (59%) e trocar mensagens (47%). Entre as informações pessoais que as crianças dizem que já postaram nas redes sociais estão fotos (73%), nome da escola (44%), data de nascimento (35%), endereço de e-mail (34%), nome de familiares (28%), telefone (23%) e endereço residencial (10%).

Para Hyppolito, a superexposição nas mídias sociais causam muitos danos às crianças hoje e no futuro. "A criança muitas vezes encara a mídia social como uma ferramenta para a sua popularidade entre os amigos e não tem noção do alcance dessas informações", explica. "Ao divulgar os locais onde frequenta ou postar foto com uniforme da escola, ela está divulgando informações pessoais que podem ser usadas por criminosos".

Junto com a divulgação da pesquisa, a Intel Security forneceu algumas dicas importantes para aumentar a segurança de crianças e adolescentes nas mídias sociais. Para a empresa, é importante que os pais conversem com os filhos, definam regras para o uso da internet, tenham acesso às senhas de seus filhos e conheçam as redes sociais que os pequenos usam.