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Universidade cria jaqueta que gera água potável a partir do ar

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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Divulgação/Universidade do Texas
Divulgação/Universidade do Texas

Se depender de pesquisadores da Universidade do Texas em Austin (EUA), em breve você poderá usar uma jaqueta que gera água potável diretamente a partir do ar. O novo item foi divulgado nesta quarta-feira (10) em um estudo publicado na revista Science.

Os especialistas afirmam que a tecnologia foi pensada para beneficiar pessoas que passam muito tempo em áreas com difícil acesso à água potável, como praticantes de trilhas, campistas e até mesmo trabalhadores agrícolas.

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Guihua Yu, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da instituição de ensino e um dos autores do estudo, ressalta que a nova tecnologia pode romper a lógica de que a coleta de água só pode ser feita por dispositivos estacionários.

“Aqui, queríamos repensar o formato dessa tecnologia. Se o próprio tecido puder coletar água do ar, isso abre uma nova direção para o acesso pessoal e portátil à água”, ressaltou o docente em comunicado divulgado pela universidade.

Como a jaqueta gera água potável?

Para que a proposta alcançasse o êxito esperado, os pesquisadores incorporaram à jaqueta um tecido capaz de coletar a umidade do ar. O material direciona essa umidade para unidades removíveis de captação, que são encaixadas em uma peça coletora dobrável.

Em seguida, o sistema é aquecido para liberar a água absorvida e torná-la disponível para consumo.

Também coautor da pesquisa, Keith Johnston, docente do Departamento de Engenharia Química da Universidade do Texas, afirma que o sistema se destaca por ir além da absorção de água do ar.

“Eles projetaram um caminho para que a água se mova rapidamente, passando do vapor presente no ar para o estado líquido na superfície das fibras e, depois, para o interior do tecido. É esse sistema de transporte que permite ao material funcionar não apenas em um pequeno teste de laboratório, mas também em um sistema vestível”, destacou.
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Os experimentos relacionados à jaqueta foram realizados em ambientes onde a umidade relativa do ar estava entre 20% e 80%.

Nessas condições, o material conseguiu produzir entre 400 ml e 900 ml de água potável por dia, com níveis de íons de lítio que atendem aos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O próximo passo da equipe será testar a tecnologia em situações reais, como operações de campo remotas e ações de resgate em áreas com restrição de acesso à água.

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Ainda assim, os pesquisadores já veem a possibilidade de aplicar a tecnologia também em mochilas, barracas e abrigos de emergência.

Se essa jaqueta foi projetada para solucionar problemas relacionados ao acesso à água, esse ar-condicionado sem vento da Sony pode ser usado no pescoço para aliviar a sensação de calor em dias muito quentes. 

Fonte: Universidade do Texas