Sol tem maior tempestade de radiação em 20 anos e causa alertas
Por Renato Moura Jr. |

Uma intensa tempestade de radiação solar atingiu a Terra nas últimas semanas, provocando alertas de clima espacial, auroras raras em latitudes incomuns e preocupações sobre possíveis impactos em satélites, comunicações e sistemas de GPS.
Especialistas do Space Weather Prediction Center (SWPC), órgão ligado ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, o classificaram como uma tempestade de radiação nível 4 em uma escala de 5 – um dos níveis mais elevados de severidade solar, algo que não ocorria desde outubro de 2003, há mais de 20 anos.
O evento foi desencadeado por uma forte erupção solar, que liberou uma chuva de partículas carregadas de radiação em direção ao espaço, atingindo o campo magnético terrestre. A chegada desse material intenso causou perturbações geomagnéticas, elevando o risco de interferências em sistemas de GPS, comunicações por satélite e instrumentação a bordo de espaçonaves.
Além dos efeitos tecnológicos, o fenômeno também proporcionou auroras boreais extraordinárias que puderam ser vistas em regiões onde normalmente não são observadas (incluindo partes dos Estados Unidos, Canadá e vários países europeus), graças à forte perturbação do campo magnético terrestre.
As agências internacionais emitiram alertas para aviação, operadores de satélites e redes elétricas, ressaltando que tempestades solares dessa magnitude podem aumentar a exposição à radiação de astronautas em órbita baixa e afetar rotas de voos polares, que estão mais expostas à radiação cósmica.
O fenômeno ocorre em um período de atividade solar elevada, parte do 25º ciclo de aproximadamente 11 anos do Sol, que tem apresentado grandes regiões ativas e fortes explosões. Cientistas continuam monitorando o astro para detectar novas erupções que possam gerar eventos semelhantes nos próximos dias ou semanas.
Duas décadas após o Halloween Solar
O último evento semelhante, desencadeado em 2003, ficou conhecido como “Halloween Solar”. Naquela ocasião, o Sol emitiu erupções e ejeções de massa coronal excepcionalmente fortes, lançando grandes quantidades de partículas carregadas em direção à Terra. Isso desencadeou tempestades geomagnéticas raras, classificadas entre as mais intensas já observadas pela ciência.
Os efeitos foram sentidos aqui embaixo: auroras apareceram em latitudes incomuns, sistemas de GPS e comunicações por rádio sofreram interferências, satélites tiveram anomalias e houve até apagões pontuais em redes elétricas. O episódio virou referência para o estudo de clima espacial e serve até hoje como parâmetro de risco para infraestrutura moderna.
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Fonte: As