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Quando a crise dos chips vai acabar? Ex-chefe da Samsung lança palpite

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Babak Habibi/Unsplash
Babak Habibi/Unsplash

A crise dos chips pode estar mais perto do fim do que o mercado imaginava. Segundo Kye-hyun Kyung, ex-chefe da divisão de semicondutores da Samsung, o cenário pode começar a mudar já no segundo semestre de 2027, graças ao aumento agressivo da produção chinesa de chips de memória.

A declaração surge em um momento delicado para a indústria. Nas últimas semanas, a Samsung entrou em conflito com milhares de trabalhadores na Coreia do Sul, enfrentando risco de greve em suas fábricas justamente durante uma das maiores crises de oferta de memória RAM dos últimos anos.

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Durante uma palestra na Academia Nacional de Engenharia da Coreia, Kyung afirmou que fabricantes chinesas estão expandindo rapidamente sua capacidade de produção de memória DRAM e NAND. Segundo ele, essa movimentação pode provocar um excesso de oferta a partir do fim de 2027 ou início de 2028.

Nos últimos anos, a demanda explosiva por inteligência artificial elevou drasticamente o consumo de memórias avançadas usadas em servidores, placas de vídeo e data centers. Isso pressionou os estoques globais e contribuiu para o aumento nos preços de componentes como SSDs e módulos DDR5.

Agora, a expectativa é que a entrada mais forte da China no mercado ajude a equilibrar oferta e demanda mais rapidamente do que o previsto anteriormente.

Greve da Samsung aumenta tensão no setor

As previsões otimistas aparecem justamente quando a Samsung enfrenta uma grave crise trabalhista. Cerca de 48 mil funcionários da empresa ameaçam iniciar uma paralisação em meio a disputas sobre bônus e participação nos lucros.

A fabricante sul-coreana já reduziu em até 50% a força de trabalho em algumas linhas de produção antes mesmo do início oficial da greve. Analistas acreditam que isso pode impactar temporariamente o fornecimento global de chips DRAM e NAND.

Empresas como SK Hynix e Micron Technology também alertaram recentemente que a crise pode continuar até 2028 ou até 2030, em cenários mais pessimistas.

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Apesar do discurso mais otimista do ex-executivo da Samsung, parte do mercado ainda acredita que a demanda por inteligência artificial continuará extremamente forte pelos próximos anos. Agora, resta ficar de olho nos próximos capítulos, uma vez que a Samsung terá greve de 18 dias.

Fonte: Tech Radar