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Paralisação em fábricas da Samsung corta até 58% da produção

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Divulgação/Samsung
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Cerca de 40.000 funcionários da Samsung Electronics realizaram uma assembleia na última quinta-feira (23), na Coreia do Sul, em paralisação durante o turno da noite, entre 22h e 06h. A iniciativa teria causado reduções importantes na produtividade das fábricas, de acordo com o sindicato que representa trabalhadores da empresa. 

As fábricas de memória, que possuem maior dependência de maquinários, registraram uma queda de 18,4% na produção global. Já o setor de fundição apresentou um recuo de 58,1% no volume produzido, em proporção maior que se justifica pela dependência mais alta da atuação humana em sistemas de transporte e automação. 

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A mobilização é motivada pelos lucros recordes da Samsung, que têm base na expansão dos setores de inteligência artificial. O grupo exige que 15% do lucro operacional anual da empresa seja destinado ao pagamento de bônus para os empregados.

A categoria solicita também o fim do limite para bônus, que atualmente corresponde a 50% do salário base anual. Os representantes afirmam que empregados da rival SK Hynix recebem o triplo do valor pago pela Samsung após a extinção de seu teto.

Samsung teve lucros recordes 

A Samsung apresentou um crescimento financeiro elevado, com lucro operacional estimado em 57,2 trilhões de won (ou R$ 194 bilhões em conversão direta) para o primeiro trimestre de 2026. 

Esse valor indica uma alta de 700% em comparação ao ano anterior, impulsionada pela valorização de quase 300% das ações devido aos chips de IA.

Analistas da KB Securities projetam que o lucro operacional total da fabricante alcance 327 trilhões de won (~R$ 1,1 trilhão) até o encerramento do ano de 2026. 

O sindicato ainda anunciou a intenção de realizar uma greve de 18 dias, prevista para ocorrer entre 21 de maio e 7 de junho. A mobilização pretende incluir até os profissionais da área de instalações de proteção de segurança, responsáveis por prevenir vazamentos de substâncias químicas nas unidades.

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Além disso, a entidade registrou um pedido junto à Polícia de Yongsan para realizar uma manifestação em frente à residência do presidente da Samsung no dia 21 de maio. O sindicato projeta que as perdas totais de produção em decorrência das paralisações podem ultrapassar o montante de 30 trilhões de won (~R$ 102 bilhões).

A administração da Samsung informou que mantém os esforços para atingir um acordo célere com os trabalhadores, e alertou que interrupções operacionais, mesmo que curtas, podem prejudicar a confiança de clientes e demandar anos para a recuperação total das atividades.

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