O que é o código de barras UPC?

O que é o código de barras UPC?

Por Vinícius Moschen | Editado por Wallace Moté | 20 de Junho de 2022 às 17h20
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Praticamente todos os produtos que são encontrados em supermercados ou outros pontos de varejo possuem um código de barras, que pode ou não ter o sistema UPC. A sigla faz referência à expressão Código Universal de Produto — em tradução livre do inglês —, ou seja, uma forma de padronizar a identificação de diversos itens.

Código UPC tem 12 algarismos e suas representações diretas em forma de barras (Imagem: Songtrust)

De certa forma, é possível entender o código UPC como o “CPF dos produtos”, ou seja, é um dado essencial para que vários itens possam ser disponibilizados para consumidores. Versões iniciais deste sistema foram criadas nos anos 1940, mas somente em 1974 que ele começou a ser utilizado da forma como se conhece hoje — o primeiro produto com UPC escaneado foi um pacote de chicletes.

Padrão de números e barras

Cada número tem seu padrão correspondente de barras, que são lidas por equipamentos específicos (Imagem: 101 Computing)

O código de barras UPC pode aparecer em uma série de padrões diferentes, mas sempre é composto por linhas verticais e uma sequência de algarismos. Na prática, ambas as partes são feitas para transmitir a mesma mensagem, mas de maneiras diferentes.

Nessa lógica, cada número tem o seu próprio padrão visual composto por linhas mais finas ou mais grossas. Portanto, a união de toda a sequência vai gerar o código de barras propriamente dito, que pode ser confuso para a visão humana mas certamente é útil para agilizar processos com os leitores adequados.

São justamente esses equipamentos que aparecem em supermercados, seja no caixa ou espalhados em corredores. Entretanto, quando os dispositivos falham, os atendentes podem simplesmente reproduzir a sequência numérica, fazendo com que as informações do produto apareçam da mesma forma.

UPC X EAN

Padrão EAN utilizado no Brasil tem 13 dígitos (Imagem: UPC Barcodes)

Desde que foi popularizado nos anos 70, o padrão do código de barras já sofreu algumas alterações. Entretanto, o sistema UPC original foi criado com 12 algarismos, e ainda é utilizado hoje em dia nos Estados Unidos e no Canadá.

De forma alternativa, o restante do mundo começou a adotar o padrão EAN desde 1976. Ele se diferencia por trazer 13 dígitos em suas sequências — a escolha por cada um dos sistemas depende exclusivamente de onde o produto será vendido, e não de onde é fabricado.

O código de barras ainda pode apresentar apenas oito dígitos quando é utilizado o UPC-E, que é voltado para produtos com embalagens muito pequenas. Por outro lado, o padrão pode chegar a 14 algarismos em caixas de papelão, ou outras embalagens que contenham múltiplos itens na parte interna.

Sistema de dígitos

Informações contidas no código incluem identificações de marcas, itens e países em que são compercializados (Imagem: Computalabel)

A escolha dos dígitos que aparecem no código de barras não é aleatória. Seja no padrão UPC ou no EAN, os primeiros algarismos costumam representar o país em que tal item será vendido: no Brasil, por exemplo, o código identificador pode ser o 789 ou 790.

Naturalmente, essa sequência varia em cada local — o número 779 é utilizado para a Argentina, enquanto o 773 é do Uruguai, 784 no Paraguai, 560 em Portugal e assim por diante.

Especificamente no padrão UPC dos Estados Unidos, o país não é representado com apenas uma sequência. Neste caso, itens vendidos no país podem aparecer com códigos entre 000 e 019, ou mesmo entre 100 e 139.

A empresa responsável pelo produto também é identificada ao longo da sequência de números. Todas as companhias têm pelo menos um código próprio, desde as grandes multinacionais até as marcas regionais — essa designação pode acontecer com quatro a sete dígitos do código.

Naturalmente, a identidade de cada produto também aparece no código de barras. Esta separação também é feita de acordo com aspectos muito específicos de cada item, como a quantidade: um pacote de salgadinhos com 200 gramas e outro da mesma marca com 300 gramas terão códigos diferentes, por exemplo.

Outros casos específicos podem gerar códigos variáveis, como os produtos que são vendidos por peso. É bastante comum que a precificação de frutas e vegetais aconteça na hora, com um código que é gerado pelo mercado instantâneamente.

Vários produtos podem ser checados em ferramentas disponíveis na internet (Imagem: Captura de tela/EAN-Search)

No final da sequência de algarismos, há o chamado “dígito verificador”. Como o nome sugere, ele serve para comprovar que o código está nos conformes e pode ser utilizado para identificar um determinado produto.

A conta feita para chegar no dígito verificador pode ser realizada em algumas etapas. Como exemplo, utiliza-se o código 123456789123:

  • Some todos os algarismos em posições ímpares: 1+3+5+7+9+2=27
  • Multiplique esse valor por 3: 27x3=81 - Guarde este número para uma etapa futura
  • Some todos os algarismos em posições pares: 2+4+6+8+1+3=24
  • Some os dois valores obtidos até o momento: 81+24=105

O dígito verificador será aquele que, quando somado ao valor final obtido, fará com que ele se torne um número múltiplo de dez. Neste caso fictício, ele seria o 5 (105+5=110), e a sequência completa ficaria como 1234567891235.

Para efeito de curiosidade, é possível pesquisar o produto correspondente a qualquer código de barras com os padrões UPC, UPC-E, EAN ou qualquer outro. Basta acessar uma das ferramentas disponíveis na internet, como o EAN-Search.

Fonte: Nationwide Barcode, ImpressorAJato, Computalabel  

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