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Óculos da Meta vira "câmera de espionagem" com modificação de R$ 250

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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Gabriel Furlan Batista/ Canaltech
Gabriel Furlan Batista/ Canaltech

Os óculos Ray-Ban Meta chegaram ao mercado com a promessa de proporcionar uma nova maneira de registrar momentos do cotidiano, de forma mais prática e conectada. No entanto, modificadores estão usando essa tendência para ganhar dinheiro transformando o acessório em uma “câmera de espionagem”.

Trata-se de especialistas em modificações de hardware nos aparelhos, que oferecem um serviço bem específico: a desativação do LED frontal dos óculos, projetado para alertar sobre as gravações que estão em andamento.

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O sistema em questão impede o funcionamento da câmera caso o usuário tente cobrir essa luz com fitas ou adesivos. Então, cobrando um valor médio de US$ 50 (cerca de R$ 250 na cotação atual) em plataformas online, essas pessoas desativam fisicamente esse mecanismo de segurança dos óculos inteligentes.

Como os hackers desativam a luz de LED dos óculos?

Um vídeo publicado pela jornalista Joanna Stern no YouTube detalha como ocorre esse procedimento de desativação do LED nos óculos Ray-Ban Meta. O material mostra que os modificadores utilizam microfuradeiras para perfurar a estrutura do acessório e romper o circuito elétrico que ativa o componente luminoso.

O próximo passo adotado é preencher o canal perfurado com uma camada de resina transparente. Com isso, o sensor de luz dos óculos passa a identificar o espaço sempre como desobstruído, liberando a filmagem em qualquer circunstância.

O temor em torno dessa prática se soma a um escândalo envolvendo os óculos inteligentes revelada no início do ano. Reportagens apontaram que imagens sensíveis captadas pelos dispositivos estariam sendo analisadas por equipes terceirizadas no Quênia, levantando questionamentos sobre privacidade, consentimento e o uso desses dados para treinamento de sistemas de IA.

Além disso, a chegada da temporada de verão no Hemisfério Norte acende outro alerta. Com praias cada vez mais lotadas, a popularização desse tipo de intervenção representa uma ameaça real à segurança e à privacidade dos cidadãos.

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O cenário é ainda mais complexo pelo fato de que as funções do dispositivo vão muito além da câmera. O Canaltech destrinchou tudo o que o Ray-Ban Meta realmente faz.

Fonte: TechRadar