Review Amazfit GTS 3 | A “fitness tracker” completa da Xiaomi

Por Amanda Abreu | Editado por Léo Müller | 21 de Dezembro de 2021 às 14h50
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

O Amazfit GTS 3, da Amazfit, é o recente lançamento da fabricante chinesa no mercado de fitness tracker. Com algumas tímidas melhorias em relação a seu antecessor (GTS 2), ele é a pulseira inteligente para monitoramento físico mais completa do mercado na atualidade.

Com tela ligeiramente maior que seu irmão mais velho, disponibilidade de assistente pessoal e sistema operacional “Zepp OS”, ele pode ser uma boa opção caso esteja procurando esse tipo de acessório durante suas atividades do dia a dia.

Já a bateria tem excelente autonomia, garantindo muitos dias de funcionamento mesmo em uso intenso. Pude testá-lo por quase dois dias e venho trazer a minha experiência de uso. Confira na nossa análise.

Amazfit GTS 3 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Prós

  • Tamanho e qualidade da tela excelentes
  • Acompanhamento físico avançado
  • Controle por coroa giratória
  • Bateria de longa duração

Contras

  • SO incompleto e imaturo comparado com os concorrentes

Design e Construção

O GTS 3, da Amazfit, tem design bastante parecido com seu irmão mais velho, o GTS 2.

Com preço em R$ 1.100 (aproximadamente), e corpo feito em alumínio, é possível notar o aspecto premium e a atenção que a fabricante chinesa deu a esse modelo.

A cor que recebemos para teste foi a Graphite Black (preto grafite), mas existem outras duas opções lançadas mundialmente: a Ivory White e a Terra Rosa.

  • Dimensões: 42,4 x 36 x 8,8 mm;
  • Peso: 24,4 gramas;
  • Material: alumínio.

Na parte inferior da caixa, o GTS 3 tem encaixes tradicionais para pulseiras, caso o usuário tenha interesse em trocá-las. As que acompanham o produto são feitas de silicone antibacteriano e são bem confortáveis.

Contudo, é necessário atenção por parte do usuário, já que existem muitos estilos e materiais diferentes desse mesmo acessório para compra. Lembrando que o tamanho, caso a troca da pulseira seja feita, é de 20 mm.

Existe um único botão lateral no relógio, responsável pelo acesso e navegação do sistema operacional. Por ser também uma coroa giratória, é necessário que o usuário tome um certo cuidado durante o manuseio do produto, principalmente para não batê-lo.

Esse modelo oferece resistência à água por até 50 metros de profundidade, entregando maior segurança de uso mesmo em dias de chuva intensa.

O menu do GTS 3 é fácil e intuitivo (Imagem: Ivo/Canaltech)

A tela é ligeiramente maior que o GTS 2, com 1,75 polegada e aproveitamento de 72,4%. O painel, do tipo AMOLED, garante uma boa visualização, com taxa de brilho satisfatória e excelente qualidade de reprodução.

Existem também mais de 100 watchfaces oficiais, divididas em estáticas e dinâmicas, para o usuário escolher e deixar o relógio combinando com seu perfil.

Ele é bastante confortável para o uso contínuo e não tive nenhuma sensação de incômodo durante os testes. A conveniência de poder ser molhado também ajuda bastante, já que não precisei ficar preocupada enquanto o dispositivo estava em meu pulso.

Sua construção é pensada em manter o contato dos sensores de oximetria e acompanhamento de frequência cardíaca sem aplicar pressão excessiva no pulso ou na pele.

Assim, é mais fácil ajustar o relógio para que as leituras ocorram de forma satisfatória. Ou seja, não é necessário apertar demais a pulseira do GTS 3 para que tudo funcione bem.

Ao longo do dia, as leituras — executadas pelo conjunto Biotracker PPG 3.0, como é chamado pela Amazfit — são realizadas de forma automática, monitorando em conjunto as variações de pulsação e frequência cardíaca, bem como a oximetria de pulso do usuário.

Todos os dados são calculados e comparados em conjunto com a movimentação e atividade que acontece em tempo real.

Tanto no próprio relógio quanto no aplicativo de controle, é possível consultar o resultado de todo esse acompanhamento e medição contínua automática. São diversos relatórios, gráficos e informativos que detalham o estresse ao longo do dia, índices de atividade e leituras realizadas.

A tela do GTS 3 tem excelente tamanho e ótima qualidade de imagem (Imagem: Ivo/Canaltech)

Acompanhamento Físico

Quando comparamos o GTS 3 com seu antecessor, existem alguns avanços muito bem-vindos, porém tímidos.

Apesar de a fabricante ter alterado o SO utilizado nos relógios — disponibilizando até mesmo alguns apps dentro da loja do aparelho —, é necessário nos lembrarmos que estamos falando de um fitness tracker, e não um relógio inteligente completo.

Seu foco é monitorar atividade física, não ter mapas offline diretamente no pulso, por exemplo.

E é exatamente por esse motivo que o GTS 3 rastreia mais de 150 modalidades de esportes diferentes. Corrida ao ar livre, natação, caminhada, elíptico e tantas outras atividades são devidamente registradas através dele.

Em esportes ao ar livre são contabilizadas a duração do treino, distância percorrida e frequência cardíaca. Dependendo da atividade, algumas medições mais específicas podem ser mostradas em um relatório mais completo através do app Zepp, disponibilizado para Android e iOS.

A variedade de medições que o GTS 3 possui o faz uma das melhores pulseiras para monitoramento do mercado (Imagem: Ivo/Canaltech)

Também é possível verificar a qualidade do sono, caso o usuário utilize o relógio enquanto estiver dormindo.

Não vou mentir, não sou adepta de nenhuma atividade física no geral, realizando somente algumas caminhadas curtas, quando necessário. O próprio GTS 3 identificou o quanto eu havia andado durante o dia e registrou os passos e distância sem problemas.

A função da qualidade do sono também foi bastante precisa. Em dias de muito calor, não descanso muito bem, e o próprio dispositivo conseguiu reconhecer esse padrão através do relatório emitido no aplicativo.

Lá constava, inclusive, as duas vezes que eu havia despertado durante a noite, além de me dizer que meu sono profundo estava abaixo do ideal.

Posso afirmar que o GTS 3 entrega funções muito completas quando o assunto é acompanhamento físico e saúde em um único dispositivo.

"O Zepp OS, sistema operacional do GTS 3, tem melhorias tímidas comparado a seu antecessor, mas ainda mantém excelente usabilidade para o dia a dia de quem gosta ou precisa de acompanhamento físico."

— Amanda Abreu

Conectividade

Para que o GTS 3 seja configurado adequadamente, se faz necessário o uso de um aparelho celular com a tecnologia Bluetooth ligada.

Logo que o recebi, baixei o aplicativo Zepp na loja oficial do Android. Ambos os procedimentos são necessários e imprescindíveis para que o dispositivo funcione corretamente.

Assim que o liguei, apareceu a opção com o QR code diretamente na tela. Bastou selecionar a opção de leitura desse código pelo app e ajustar as preferências do dispositivo. Ao final do processo, ele já estava pronto para ser utilizado.

Por ser um relógio que não conta com a tecnologia eSIM — disponibilizada em pouquíssimos aparelhos no mercado brasileiro, normalmente através de planos pós-pagos —, é necessário que a conexão entre o smartphone e o relógio seja mantida durante todo o tempo para que a sincronização seja feita em tempo real.

A disponibilidade da Alexa é um dos diferenciais do modelo (Imagem: Ivo/Canaltech)

Isso não quer dizer que o usuário não possa utilizar o relógio separado do aparelho celular, já que ele continuará contabilizando as atividades físicas enquanto elas forem realizadas. Contudo, os dados só serão enviados ao app Zepp assim que o acessório se conectar ao smartphone.

E pode ficar despreocupado: apesar de essa ser uma exigência obrigatória, os novos protocolos de Bluetooth são otimizados e não gastam muita energia enquanto estão sendo utilizados. Nós temos um vídeo no YouTube do Canaltech falando sobre esse assunto, inclusive. Vale conferir.

Ele também tem a Alexa — assistente pessoal da Amazon — disponibilizada dentro do próprio acessório. Basta o usuário ativá-la, fazer o comando ou pergunta e aguardar pela resposta na própria tela.

"A facilidade de conexão e pareamento entre o GTS 3 e o celular transforma a experiência em algo agradável, intuitivo e fácil de ser feito."

— Amanda Abreu

Bateria e Carregamento

Infelizmente, eu não pude testar o GTS 3 por um longo período. Ele ficou comigo quase dois dias, logo, não pude comprovar a autonomia em 100%.

O que posso garantir é que, apesar desse curto tempo, fiquei impressionada com o baixo consumo de energia. Foram exatos 20% ao final do período, considerando que recebo bastante notificações pelo meu celular e ele vibrava o tempo todo.

Eu também utilizei o dispositivo para monitorar meu sono uma noite inteira, além de solicitar medições de batimento cardíaco e outras funções durante o dia.

Ou seja: se considerarmos minha utilização como padrão, o GTS 3 ficaria quase 10 dias funcionando ininterruptamente sem a necessidade de recarregá-lo. Um excelente número.

Lembrando que deixei o brilho da tela de 1,75 polegadas no automático, simulando sua aplicabilidade dentro da realidade de um usuário comum.

O Amazfit GTS 3 tem carregador proprietário disponibilizado na caixa (Imagem: Ivo/Canaltech)

"A bateria do GTS 3 impressiona. Mesmo com uso moderado e intenso, pude perceber autonomia de aproximadamente 10 dias. Um excelente número."

— Amanda Abreu

Concorrentes Diretos

Analisando o mercado de pulseiras inteligentes para acompanhamento físico, o único concorrente direto que fica dentro das expectativas e funções é o GTR 3, também da Amazfit.

Apesar de existirem outras fabricantes que também produzem esse mesmo tipo de produto, a maioria delas não entrega em seus produtos funcionalidades alinhadas à proposta do GTS 3, ficando claramente em desvantagem.

Feitas tais considerações, a alternativa proposta com o GTR 3 é a versão do fitness tracker com visual circular e tela de menor tamanho: 1,39’’. Porém, ele tem a maior bateria entre os dois modelos, durando até 21 dias de uso cotidiano.

Assim como seu irmão, o painel é do tipo AMOLED e conta com mais de 100 mostradores diferentes para o usuário escolher entre imagens dinâmicas e estáticas. A principal diferença entre as versões fica por conta do formato e autonomia de uso, já que o restante das configurações são exatamente iguais em ambos.

A versão GTR 3 tem preço aproximado de R$ 1.400 e só pode ser adquirida através das lojas de marketplace no Brasil.

Conclusão

O GTS 3 é um excelente relógio inteligente para acompanhamento das atividades físicas. Começando pela bateria — ponto alto do aparelho —, sua autonomia de 10 dias de uso impressiona e reitera a atenção que a fabricante chinesa deu ao acessório.

O aproveitamento da tela também é outro ponto bem positivo. Se compararmos com outras versões bem antigas (GTS 1), percebemos a gigantesca mudança que a Amazfit dedicou a essa parte.

O painel em AMOLED também entrega imagens de excelente qualidade, além de 1,75’’ ser um bom tamanho para a proposta que ele entrega.

Amazfit GTS 3 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Os mais de 150 esportes rastreados pelo modelo reafirmam exatamente para o que ele veio: ser uma fitness tracker completa para quem procura acompanhamento das atividades físicas.

Apesar de o sistema operacional “Zepp OS” ter a disponibilidade de alguns poucos apps dentro da loja própria, ele não se encaixa na casa dos smartwatches.

O que posso afirmar é que o GTS 3 é um excelente relógio para quem quer acompanhar a saúde mais de perto, sendo um grande aliado no nosso dia a dia.

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