Review JBL PartyBox On-The-Go | Caixa de som portátil para as suas festas

Por Diego Sousa | Editado por Léo Müller | 21 de Outubro de 2021 às 15h13
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

Como o nome da linha já indica, as PartyBox da JBL são caixas de som caras e potentes para festas. Nossa equipe de analistas já analisou a poderosa PartyBox 1000, que nos surpreendeu pela qualidade sonora e pelos recursos diferenciados, sem contar com o preço bastante alto, mas agora desceremos alguns degraus com a PartyBox On-The-Go, um dos modelos mais “acessíveis” que promete entregar o som “inconfundível” da empresa num produto mais compacto.

Com foco em praticidade, a PartyBox On-The-Go tem resistência a respingos d’água, alça de ombro para carregamento, bateria recarregável embutida para até seis horas de reprodução, alto-falantes de até 100 W RMS, entrada para microfone e até um abridor de garrafas para abrir suas bebidas — isso mesmo, você não leu errado. O preço sugerido por todos esses recursos? R$ 2.399.

Mas, afinal, vale a pena pagar isso tudo por uma caixa de som portátil para as suas festas? Testei a PartyBox On-The-Go por alguns dias e conto as minhas impressões nos próximos parágrafos.

Prós

  • Construção resistente e à prova de respingos d'água
  • Alça de ombro com abridor de garrafas preso
  • Qualidade sonora surpreendente
  • Boa autonomia de bateria

Contras

  • Microfone falha na captação de voz
  • Recurso Bass Boost não serve para todas as músicas
  • Preço alto

Construção e design

A PartyBox On-The-Go deve agradar aos consumidores que estão sempre em movimento — daí vem a inspiração do nome. Ela é, de fato, compacta, considerando que estamos falando de uma caixa de som amplificada com alto-falantes potentes, e até que leve, pesando cerca de 7,5 kg. Ou seja, ela pode ser carregado tranquilamente tanto pelas duas aberturas nas laterais quanto pela alça que o acompanha.

Por falar na alça de ombro, eu gostei muito que a JBL curiosamente prendeu um abridor de garrafas a ela. O acessório é bastante discreto — inclusive, demorei para perceber onde estava assim que tirei o produto da caixa — e funcional, podendo ser um quebra-galho conveniente quando alguém esquecer de levar o abridor para as festas.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

Com relação ao design, não temos nenhum grande diferencial por aqui. A PartyBox On-The-Go não foge da identidade da família e traz um corpo que mistura plástico e alumínio num tom de preto mais claro, além de detalhes em laranja. A grade frontal, por sua vez, traz um woofer de 5,25 polegadas (133 mm) e dois tweeters de 1,75 polegada (44 mm), mas somente o primeiro conta com LEDs que mudam de cor conforme a batida da música.

Todo o exterior da caixa de som é robusto, trazendo botões de borracha e vedações nas entradas para evitar a entrada de líquidos. Segundo a empresa, a PartyBox On-The-Go é resistente a respingos d’água, cortesia da certificação IPX4. Isso significa que você pode usá-la próximo à piscina, embora não possa submergi-la.

O painel de controle da caixa de som fica localizado na parte de cima. Ao todo, são sete botões: Liga/Desliga, pareamento Bluetooth, alterar a cor do LED, aumentar, diminuir e reproduzir uma música, e um dedicado para ativar o Bass Boost (reforço das batidas. Também temos um mixer para ajustar os graves, agudos e eco do microfone, além das entradas auxiliares para conectar uma guitarra, por exemplo.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

"A PartyBox On-The-Go não foge da identidade padrão da família e traz um corpo resistente que mistura alumínio e plástico. A caixa de som também traz botões vedados para evitar a entrada de respingos d'água."

— Diego Sousa

Portas e conexões

Em conectividade, a PartyBox On-The-Go oferece o básico para ouvir suas músicas em qualquer lugar. Ele é equipado com Bluetooth versão 4.2, relativamente antiga na indústria, mas que garante conexões estáveis com smartphones, PCs, notebooks e tablets a uma distância boa. 

Caso prefira, também é possível conectar a caixa de um a pen drive ou por um cabo de 3,5 mm, ambas nas entradas respectivas na parte de trás. O compartimento traseiro também traz uma entrada para o cabo de força, por onde é carregado e alimentado.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

Durante os testes, conectei a PartyBox On-The-Go a um iPhone 12 e não tive problemas na transmissão. Após o primeiro pareamento, a caixa de som se conecta automaticamente ao aparelho assim que é ligado, o que achei excelente.

Segundo a JBL, ainda é possível conectar até dois alto-falantes compatíveis com conexões Bluetooth à On-The-Go, caso queira aumentar ainda a potência sonora. Embora a empresa não especifique os modelos suportados, aparentemente qualquer produto semelhante da própria fabricante é compatível, como outras PartyBox.

Mesmo que a JBL não deixe claro, você também pode conectar a PartyBox On-The-Go a um Nintendo Switch. Por meio do recurso Audio Bluetooth do próprio console, fiz com que a caixa de som reproduzisse o som do jogo como se fosse em um home theater. O delay existe, assim como em quase toda transmissão Bluetooth, mas não atrapalhou a jogatina.

Qualidade sonora

Quando o assunto é qualidade sonora, a PartyBox On-The-Go certamente deve agradar aos usuários que curtem fazer um luau na praia, uma festa na piscina ou um encontro entre amigos em locais de pequeno porte. Como comentei mais acima, temos um woofer de 5,25 polegadas (133 mm) e dois tweeters de 1,75 polegada (44 mm) com potência até 100 W RMS, caso esteja conectado na tomada, ou 50 W RMS, em modo portátil.

A On-The-Go é a menos potente entre as PartyBox da JBL — a PartyBox 1000, por exemplo, por ser voltada para ambientes bem abertos, entrega absurdos 1.100 W RMS —, mas, ainda assim, temos reproduções altas o suficiente para preencher espaços pequenos e médios, como aquela rodinha de amigos ou o entorno da piscina, sem problemas.

Infelizmente, durante os meus testes não pude testá-la nesses cenários devido à pandemia, mas a usei como meu equipamento de som caseiro, para assistir a filmes e séries, e ouvir músicas ocasionalmente, e seu desempenho foi excelente.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

Primeiro, falemos dos graves. A JBL já é conhecida por entregar batidas encorpadas — muitas vezes, inclusive, deixando as outras frequências apagadas —, mas por aqui ela soube equilibrar os sons e entregou reproduções geralmente agradáveis para todos os ritmos.

Em canções mais calmas, como “Coloratura” do Coldplay, foi possível ouvir todos os instrumentos, como o piano, a guitarra e a harpa, perfeitamente. A orquestra ao fundo também pôde ser sentida com clareza até a bateria e o vocal mais grave do Chris Martin surgirem para equilibrar. Nos meus testes as músicas foram reproduzidas no volume entre 30% e 40%, o que foi mais que suficiente em meu apartamento com cerca de 50 m².

Em músicas mais agitadas, como “I Didn’t Change My Number” e “Oxytocin”, ambas da Billie Eilish, a PartyBox On-The-Go também garante batidas presentes, mas sem deixar de lado os médios, agudos e vocais. Canções mais voltadas para médio e médio-agudo também se mantiveram equilibradas, como em “Reapers”, da banda Muse. No entanto, senti que o baixo se embolou com o vocal e os outros elementos da música.

Foi aí que o recurso Bass Boost, também presente em outras PartyBox da JBL, fez-se útil. Com ele ativado, o baixo e o bumbo da bateria ficaram bem mais presentes e separados dos outros elementos, algo que me agradou muito. Eu só recomendaria ativar esse ganho nos graves em canções de rock, aonde geralmente há vários instrumentos sendo reproduzidos simultaneamente — e também se você curtir essa modificação, é claro.

Em pop e eletrônica, entretanto, achei o Bass Boost um tanto quanto exagerado para os meus ouvidos — e olha que eu gosto de graves muito presentes. Pelo menos nas músicas que eu testei, as batidas deixaram os vocais bastante abafados.

"Surpreendentemente, na PartyBox On-The-Go as frequências são bastante equilibradas, mesmo que os graves ainda se destaquem. O recurso Bass Boost é ótimo para canções de rock."

— Diego Sousa

Microfone

Na caixa, a JBL envia um microfone sem fio que a PartyBox On-The-Box reconhece automaticamente assim que é ligado. O acessório tem uma construção bem mais premium do que eu esperava, mas ele não é um microfone feito para cantar.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

Nos meus testes, o microfone só conseguiu captar a minha voz perfeitamente enquanto eu o mantinha de frente próximo da minha boca e num volume constante. Bastava aumentar um pouco a voz ou mudar o microfone de posição para ele simplesmente deixar de captar minha voz. Eu não sei se foi um problema com a minha unidade de teste, porém achei a qualidade de captação muito baixa.

Além disso, teve uma situação onde a caixa de som simplesmente parou de responder logo após ser conectada ao microfone, me forçando a esperá-la descarregar completamente para conseguir usá-la novamente. Achei bem desagradável esse problema, principalmente por eu não conseguir desligar, aumentar ou diminuir o volume do produto.

Bateria

Na bateria, a PartyBox On-The-Box tem uma célula recarregável embutida que promete até seis horas de reprodução com uma única carga. A caixa de som tem um indicador de LED no painel de controle com quatro pontos, cada um provavelmente representando 1,5h de autonomia.

Em uma tarde de sábado, comecei a arrumar a casa com a On-The-Go tocando ao fundo às 13h. Após 5h de músicas, a caixa de som ainda estava tocando, com apenas um ponto de LED sobrando. Como eu moro em apartamento, não pude testá-la no volume máximo, mas provavelmente você deve ter uma autonomia menor que o prometido pela fabricante se estiver utilizando toda a sua potência.

Entretanto, se a bateria descarregar, é possível continuar a festa conectando-a à rede elétrica — desse modo, você ainda terá um aumento na potência sonora, subindo para 100 W RMS.

Com relação ao carregamento, a fabricante promete 3,5h para sair de 0% a 100%. É bastante tempo, porém basta deixar na tomada na noite anterior a uma festa para não haver surpresas. Em ocasiões mais “normais”, como ouvir músicas em casa, mantive a caixa de som na tomada o tempo todo.

Concorrentes diretos

O mercado de caixas de som para festas é bastante extenso no Brasil e, apesar de a JBL ser referência no segmento, há algumas fabricantes que menos conhecidas que entregam qualidade semelhante e preços mais acessíveis. Entre os concorrentes da PartyBox On-The-Go temos a Party Speaker Philips TANX200/78 e a Gradiante Extreme Colors GCA201.

A caixa de som da Gradiente oferece um conjunto mais interessante que a On-The-Go e custa cerca de R$ 1.200. Entre os destaques dela temos potência máxima 160 W RMS, um woofer extra de 5,25 polegadas, uma entrada extra de microfone e bateria para até 14 horas de reprodução, mais que o dobro da rival. Além disso, há LEDs de iluminação que pulsam conforme a música.

Party Speaker Philips TANX200/78 (Imagem: Divulgação/Philips)

Já a caixa de som da Gradiente se destaca principalmente pela potência de 400 W bem maior que os rivais, embora a bateria embutida alcance apenas cinco horas de reprodução. Seu preço também é surpreendente: R$ 849.

Gradiante Extreme Colors GCA201 (Imagem: Divulgação/Gradiente)

Ficha técnica

  • Versão do Bluetooth: 4.2;
  • Potência de saída: 100 W RMS (na tomada) / 50 W RMS (portátil);
  • Resposta de frequência: 50 Hz - 20 KHz (-6 dB);
  • Efeitos luminosos: sim (na grade frontal);
  • Entrada cabo de áudio de 3,5 mm: sim;
  • Entrada USB: sim (recarrega equipamentos eletrônicos);
  • Dimensões (L x A x P): 60 x 36.7 x 31.2 cm;
  • Peso: 7,5 kg.

Conclusão

A PartyBox On-The-Go é mais uma caixa de som amplificada de respeito da JBL. Assim como a PartyBox 1000, a On-The-Go tem construção robusta e som potente, mas em uma roupagem mais compacta, tornando-a uma opção muito bem-vinda para festinhas, luau na praia e encontro entre amigos.

A única coisa que me decepcionou no produto foi o microfone, que, pelo menos na minha unidade de testes, não captou muito bem minha voz quando eu a elevava ou mudava a posição do microfone.

(Imagem: Ivo/Canaltech)

O principal ponto negativo da On-The-Go — e de muitos produtos da JBL — é o preço. A fabricante pede em seu site R$ 2.399 pelo produto, o que considero muito alto pelo conjunto que entrega. O microfone, que poderia ser um grande diferencial, tem ótima qualidade de construção, mas a captação de voz está aquém do desejado. Diversas caixas de som semelhantes podem ser encontradas por valores abaixo de R$ 1.500 e entregam mais potência sonora, bateria superior e recursos mais úteis.

Ou seja, se você procura uma caixa de som amplificada de qualidade e que não pese muito no bolso, os modelos da Philips e da Gradiente podem ser opções melhores. Elas perdem no quesito praticidade, mas ganham em outros atributos, principalmente em potência sonora e bateria. Eu só consideraria o modelo da JBL se chegasse a R$ 1.500.

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