Eu tenho testado praticamente todas as “Alexa” desde que comprei minha primeira Echo, o modelo “comum”, da 4ª geração. De lá para cá, já usei diversas Echo Dot, Echo Show e até a mega potente Echo Studio da geração passada. Agora, recebi para testes a nova Echo Studio, a caixa que é para ser a mais potente na linha mais recente da Amazon.
O dispositivo tinha tudo para ser um dos maiores destaques da linha: a promessa de som potente, o visual repaginado e o novo hardware interno prometem bastante. Mas alguns pontos decepcionaram um pouco. Nesse texto, eu conto o que achei da Echo Studio e porque ela, contra as expectativas, não se tornou a minha smart speaker preferida.
Visual moderno é o maior destaque, mas não deveria
Infelizmente, a mudança no visual é o maior destaque da nova Echo Studio. O visual “semi-esférico” com o controle na parte da frente trouxe a renovação estética que os dispositivos da Amazon já precisavam há tempos.
Essa aparência é a mesma da Echo Dot Max, mas ela é bem maior — já que tem um hardware interno mais potente e se propõe a entregar uma experiência sonora superior.
Quanto à estética, não tenho nenhuma crítica: o aparelho certamente está mais bonito que a Echo Studio anterior. Ele também está mais compacto, e consegue se passar mais por um item de decoração do que sua antecessora.
Aliás, quando vi a Studio pela primeira vez já me veio o primeiro receio: tão menor que a da geração passada, como fica a sonoridade?
Boa qualidade sonora, mas o volume nem tanto
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E minha suspeita se concretizou: não há como uma caixa tão menor ter qualidade sonora igual ou até superior. Em comparação, a Echo Studio anterior não só tem um volume bem alto, como também parece ter uma definição melhor.
Não que a nova seja ruim. Pelo contrário, ela tem um bom equilíbrio geral. Só achei que ela perde a definição quando chega no volume máximo.
O problema é que os agudos, a faixa responsável pelo 'brilho' e pelos detalhes finos, como pratos de bateria, ficam estridentes demais, e chegam a incomodar. Ao mesmo tempo, os médios, onde vivem as vozes e a maior parte dos instrumentos, acabam abafados e escondidos.
E, por falar em volume máximo, ele ficou bem abaixo do que eu esperava e do que eu gostaria de ver em uma caixa com a proposta da Studio. Eu tenho uma Echo 4 — modelo que finalmente foi descontinuado pela Amazon após o lançamento da Echo Dot Max — e, ao usar a Studio no volume máximo, não notei muita diferença entre elas.
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Então fui testar de forma mais “teórica”: eu baixei um app de decibelímetro no celular e fui ver o alcance delas na mesma música: Ace of Spades, do Motörhead. As duas caixas beiraram os 90 dB. Mas, para ser justo, a Echo 4 ficou com mínima de 85 dB, enquanto o valor mais baixo da Studio foi 87 dB.
Ainda assim, é uma diferença bem insignificante se levarmos em consideração que uma custava R$ 700 e a outra chegou por cerca de R$ 1.800.
Apesar disso, a qualidade sonora é indiscutivelmente superior na Echo Studio. Quando coloquei as duas no máximo, era nítida a perda maior de definição na Echo 4, com agudos ainda mais estridentes, médios totalmente perdidos e graves quase estourados.
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Nesse ponto, a distribuição sonora da Echo Studio quase fez valer o preço. Aliás, ela tem um recurso que “identifica” o ambiente para distribuir melhor o som. Assim, a vantagem é bem clara.
Entretanto, se for comparar com a Echo Studio da geração passada — que é uma comparação mais justa — aí não tem como defender o modelo novo, apesar de todas as melhorias feitas.
O que tem de bom na Echo Studio?
Como o título dessa análise já sugere, a Echo Studio tinha tudo para ser perfeita, e o volume e a qualidade sonora claramente são os pontos que deveriam ser melhores na caixa de som.
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O principal ponto positivo é que ela está mais rápida, tanto para ouvir os comandos quanto para realizar. Essa velocidade, inclusive, fez com que ela se antecipasse a comandos feitos para outros dispositivos Echo ao redor da casa.
Algo que acontecia com frequência era eu dar um comando para a Alexa da minha cozinha — a Echo 4 —, mas quem respondia era a Alexa da Echo Studio, que estava no meu quarto.
Essa velocidade toda é graças ao novo processador AZ2 da Amazon. Graças a ele, inclusive, o dispositivo já está pronto para receber a Alexa Plus, assistente com IA generativa que está em desenvolvimento pela empresa.
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O serviço ainda não chegou ao Brasil, mas quando (e se) chegar, o gadget já está preparado para funcionar de forma perfeita.
Outro ponto positivo é a integração com o ecossistema da Amazon. Caso tenha um Fire TV Stick em casa, é possível conectar a caixa ao sistema de TV e ter uma experiência sonora superior, com suporte a Dolby Atmos e uma distribuição sonora superior à maioria das TVs modernas.
A velocidade da Echo Studio para atender aos comandos e a integração do aparelho com o ecossistema da Amazon são os maiores destaques dessa caixa de som.
— Bruno Bertonzin
O que mais faltou?
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Além do sistema sonoro aquém do esperado, também sinto falta de conexões físicas na caixa, principalmente se levar em consideração a proposta de integração com o Fire TV. No entanto, essa já é uma tendência que a Amazon traça desde o lançamento da Echo Dot 4, então não chega a ser uma novidade.
Também não entendi porque a Amazon não incluiu o suporte ao recurso “continuidade” neste modelo, visto que a Echo Show 11 já conta com essa função, que existe há gerações nos Estados Unidos.
Esse modo permite que a Alexa continue te ouvindo após uma interação, e você não precisa repetir o comando de ativação quando faz vários pedidos na sequência — como controlar as luzes de diferentes cômodos.
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A sonoridade da Echo Studio é muito boa em um volume abaixo do máximo. A distribuição sonora entre frequências é ótima, mas ela perde muita definição quando o volume está no máximo.
— Bruno Bertonzin
Qual alternativa à Echo Studio?
Desde que o Google desistiu de comercializar dispositivos Nest no Brasil, a Amazon ficou sem uma rival direta no mercado de smart speakers. Mas isso não quer dizer que a Echo Studio é a única opção para quem quer uma Alexa com som potente.
A JBL tem uma linha de caixas de som bem interessante, a Authentics, que oferece som potente de suporte para comandos de voz não só para a Alexa, como também para o Google Assistente.
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Eu testei aAuthentics 300, que já é encontrada em uma faixa de preços parecida à da nova Echo Studio, e gostei bastante da forma como a caixa de som identifica as frases acionadoras tanto da Alexa quanto do Google Assistente, e permite interagir com os assistentes digitais de forma prática.
Com ela, é possível controlar itens de casa inteligente e interagir normalmente como se fosse um Echo.
Naturalmente, há algumas perdas em relação à Echo Studio, como a ausência de integração com o ecossistema Amazon. No entanto, você ganha em potência e qualidade sonora ao optar pela JBL.
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Amazon Echo Studio
Gabriel Furlan Batista/Canaltech
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Vale a pena comprar a Echo Studio?
Sim, vale a pena comprar a Echo Studio. Com visual refinado e hardware mais potente, ela é um dos melhores aparelhos com Alexa da atualidade. É ótima para controlar casa inteligente, interagir com a assistente digital e até para integrar com outros dispositivos Echo.
Ela tem alguns “defeitos”, e o principal é a potência sonora. Com desempenho bem abaixo da antecessora, ela deixa bastante a desejar nesse aspecto.
Assim, sua faixa de preço, em torno de R$ 1.800, não é a ideal. Apesar de ser muito boa, ela vale mais a pena dentro do preço correto, e se cair para algo entre R$ 1.000 e R$ 1.300, começa a fazer mais sentido.