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Lenovo confirma que notebooks ficarão mais caros a partir de março

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Lenovo/Divulgação
Lenovo/Divulgação

No fim do ano passado, noticiamos sobre a possibilidade de aumento nos preços de notebooks. Poucos meses depois, a crise na indústria de hardware piorou em um nível, que a Lenovo já deixou claro que março marca o início desse encarecimento. Em uma carta para parceiros, a marca diz que "certos produtos e configurações" serão afetados pelo reajuste.

A carta, obtida pelo CRN, diz que "o escopo e o impacto de qualquer atualização variarão, e detalhes específicos serão comunicados diretamente quando aplicável". A Lenovo pede ainda para que seus parceiros "façam os pedidos o mais breve possível" para evitar o aumento de preço que começa a estar vigente em março.

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Os pedidos feitos até 28 de fevereiro, mas enviados até 31 de março, custarão aos parceiros o valor atual sem aumento. Porém um CEO de uma empresa parceira da Lenovo, que não quis se identificar, disse ao CRN que a empresa pode até mesmo encarecer um pedido caso a mesma não consiga entregá-lo. E caso isso aconteça, esse pedido pode chegar mais caro.

"Eles estão dizendo: 'vamos aceitar seu pedido, mas talvez não possamos enviá-lo e, se não pudermos enviá-lo, vamos recalcular o preço', disse o CEO anônimo. "O que eles estão dizendo é que, se você realmente deseja o produto, teremos que cobrar mais", adiciona.

Como muitos eletrônicos, notebooks também são bastante afetados pela crise atual. Apesar de existir um grande foco em memória RAM, já que é o componente que mais sofre no momento, SSDs também são vítimas da enorme demanda por IA. Por isso, esse componente também está encarecendo. Existe ainda as memórias de GPUs dedicadas, que ainda não sabemos o nível de impacto sofrido.

Em entrevista recente ao CRN, Ryan McCurdy, presidente da Lenovo norte-americana, diz que não existe uma saída para a atual situação, a não ser pela adoção de reajustes: "tivemos que ajustar e continuar ajustando [os termos]. Não há como contornar isso".

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Fonte: CRN