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Copilot+ PC perde força: Microsoft expande IA local para GPUs GeForce RTX

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/Microsoft
Divulgação/Microsoft

Os Copilot+ PCs completam exatamente dois anos de mercado neste mês de junho. Desde o lançamento, inúmeros notebooks chegaram às lojas trazendo como principal requisito uma NPU (Unidade de Processamento Neural) integrada. Esse cenário, contudo, está prestes a mudar: a Microsoft começou a expandir a compatibilidade dos recursos de IA local do Windows 11 para placas de vídeo dedicadas NVIDIA GeForce RTX série 30 (ou superiores) que possuam pelo menos 6 GB de VRAM.

Essa mudança é extremamente significativa. Ela sinaliza que a exigência de uma NPU com desempenho mínimo de 40 TOPS para carimbar um notebook como "Copilot+ PC" pode estar com os dias contados. Afinal, em termos de poder bruto, uma GPU como a RTX 3050 é consideravelmente mais forte do que os núcleos de IA integrados nos processadores AMD Ryzen AI ou Intel Core Ultra. Com essa abertura, a exclusividade e a vantagem comercial desse selo de IA começam a encolher a partir de agora.

Até então, a Microsoft restringia os recursos locais do sistema operacional atrás do hardware das NPUs. Com a nova atualização, as GPUs entram em cena por meio de APIs de Modelos de Linguagem. Embora a novidade tenha surgido em documentações experimentais voltadas para desenvolvedores, o impacto final será direto no usuário.

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Ainda existem recursos de IA do Windows 11 presos em NPUs

A partir dessa integração, os aplicativos do Windows poderão acionar o Windows Update para baixar o modelo de linguagem leve Phi Silica. Com ele rodando direto na GPU do usuário, será possível usar nativamente recursos de texto baseados em IA local, garantindo total privacidade dos dados.

Por outro lado, recursos visuais e operacionais mais complexos do ecossistema, como o Windows Recall, o recurso Click to Do e as ferramentas de text-to-image (geração de imagem) do MS Paint, continuam, pelo menos por enquanto, restritos aos chips NPU.

O selo Copilot+ e o próprio botão dedicado ao recurso em notebooks compatíveis não foram tão bem aceitos quanto a Microsoft esperava. Ela já admitiu fracasso e sinalizou que está fazendo mudanças a esse respeito.

Fonte: Github