Avell Titanium B155: cara de notebook, performance de desktop

Por Pedro Cipoli
photo_camera Pedro Cipoli/Canaltech

Notebooks voltados para jogos são fáceis de reconhecer. Grossos, pesados e normalmente com visual bastante agressivo, essa classe de computadores possui algumas características marcantes, como telas grandes de alta resolução e configurações poderosas capazes de causar inveja em uma boa parte dos desktops. O Avell Titanium B155 tem essas características, exceto por um diferencial importante: ele é consideravelmente mais portátil do que boa parte dos notebooks para gamers.

Avell Titanium B155 01

Olhando para ele é difícil de acreditar que seja voltado para jogos, sendo muito parecido com um notebook comum de 15,6 polegadas. Mas não se engane. Suas especificações falam por si:

  • Processador: Intel Core i7-4700MQ de quarta geração (Haswell - 4 núcleos rodando a 2,4 GHz, modo turbo de 3,4 GHz e 8 threads)
  • Memória RAM: 8 GB DDR3 1600 MHz em dual-channel
  • Placa de vídeo onboard: Intel HD 4600
  • Placa de vídeo offboard: NVIDIA GTX GeForce 750M (arquitetura Kepler) com 2 GB de memória dedicada, tecnologia NVIDIA Optimus (seletor automático de GPUs)
  • Armazenamento primário: SSD Plextor de 256 GB
  • Armazenamento secundário: disco rígido de 1 TB rodando a 5400 rpm
  • Leitor e gravador de CD/DVD/Bluray

Como era de se esperar, esse é um notebook "quente". Quando o colocamos para funcionar no máximo, o sistema de refrigeração expulsa ar até pelo espaço entre as teclas. Não é nada que cause muita preocupação, já que ele foi projetado para funcionar no máximo, seja em jogos ou em aplicações gráficas. Performance gera calor, então era de se esperar que a junção de um Core i7 e uma GPU NVIDIA esquentasse bastante, afinal, você não iria se interessar por um modelo desses para editar planilhas no Excel, correto?

Avell Titanium B155 02

A tela de 15,6 polegadas faz com que utilizar um monitor externo seja opcional. Com resolução Full HD e tecnologia LED e IPS, o resultado é bastante bom, com uma boa densidade de pixels. Mesmo que não se aproxime do Retina Display dos MacBooks Pro, é difícil não gostar dessa tela – mal conseguimos diferenciar os pixels. O teclado e touchpad, por outro lado, não são tão legais assim.

Avell Titanium B155 03

Tudo bem, o teclado é estilo "chiclete" e traz teclas bastante suaves. Porém, seu layout é e inglês, o que pode atrapalhar muitos usuários. Outro ponto é que este não é um modelo barato, então teclas iluminadas são obrigatórias, algo que não está presente no B155. O touchpad é outro ponto que não gostamos, utilizando o mesmo plástico da estrutura do resto do notebook e com um atrito considerável com os dedos, de forma que optamos por usar um mouse externo.

Avell Titanium B155 04

Como dissemos, a estrutura é basicamente toda de plástico, mas não chega a ter um resultado ruim. Para um modelo com essas configurações, utilizar alumínio não só aumentaria consideravelmente o preço final do B155 como também traria problemas de ergonomia, já que metais propagam calor de forma mais rápida do que plástico. Temos um bom conjunto de conexões nas laterais, com três portas USB (2 USB 3.0 e 1 USB 2.0), saída VGA (D-SUB) e HDMI, Ethernet para conexão com a internet, entrada de fone de ouvido e saída de microfone, leitor de cartões SD e conexão e-SATA.

Avell Titanium B155 05

Antes de partirmos para os resultados dos testes, há um último ponto que vale a pena mencionar: o áudio. A Avell chama o sistema de som utilizado de Sound Blaster Cinema, que se mostrou bastante competente para reproduzir músicas e, claro, todo o áudio associado aos jogos. Seja para jogar ou assistir filmes, o usuário não sairá decepcionado, em especial pelo suporte a 7.1 canais de áudio DTS ou Dolby Digital da placa de vídeo GTX 750M que equipa o B155.

Avell Titanium B155 06

E vamos aos testes!

PCMark 7 (Futuremark)

O PCMark 7 realiza uma série de testes de desempenho, dividindo os resultados em categorias, como produtividade, entretenimento e assim por diante. Cada uma delas precisa de uma combinação diferente de processamento da CPU, memória RAM e placa de vídeo para alcançar a sua pontuação.

Nesse teste ele pontuou 5085, mas o que essa pontuação significa? Que o B155 é muito, muito rápido. A combinação de um Core i7 de quarta geração, 8 GB de memória RAM, GPU GTX 750M e SSD não tem como falhar, então, na pior das hipóteses, você vai ter um computador feroz para praticamente qualquer tarefa por uns bons anos.

PCMark 7

3DMark 11 (Futuremark)

Também desenvolvido pela Futuremark, o 3Dmark 11 mede a capacidade das máquinas de executar gráficos utilizando o DirectX 11 da Microsoft através de uma série de testes sintéticos. Pontuando 787, o B155 conseguiu se sair até bem, mas pudemos observar uma queda de desempenho por superaquecimento, onde o gerenciamento de energia "mata" a CPU e GPU quando eles atingem temperaturas muito altas.

Essa não é uma pontuação suficiente para rodar qualquer jogo no máximo, mas, desde que o usuário pegue um pouco leve nas configurações do game, é capaz de manter uma taxa de quadros entre 30 e 60 mesmo para os lançamentos mais atuais.

3DMark 11

3DMark Vantage (Futuremark)

Também desenvolvido pela Futuremark, o 3Dmark Vantage mede a capacidade das máquinas de executar gráficos utilizando o DirectX 10 da Microsoft através de uma série de testes sintéticos. A pontuação de 4328 no modo "Extreme" garante um desempenho decente em praticamente qualquer game, mesmo que os settings estejam no medium ou ultra, de forma que o usuário estará bem servido aqui.

3DMark Vantage

Luxmark 2 (LuxRender)

O Luxmark é um programa de código aberto multiplataforma que testa a capacidade da placa de vídeo de executar gráficos OpenCL, e, quanto maior a pontuação, melhor e mais poderosa é a máquina neste quesito. Ficamos decepcionados com a pontuação de 627, ainda mais considerando o processador, GPU onboard e GPU offboard trabalhando juntos. Para se ter uma ideia, uma placa de vídeo média atualmente consegue alcançar sozinha mais de 800 pontos, de forma que vocês entendem a nossa frustação, certo?

Avell Titanium B155

Cinebench 11.5 (MAXON)

O Cinebench é um programa totalmente gratuito que testa a capacidade da máquina de executar gráficos OpenGL, disponibilizando o resultado em quantidades de frames por segundo (FPS). Tanto no quesito OpenCL quanto CPU o B511 se saiu muito bem, sendo comparável à performance de muito desktops de alto desempenho – algo surpreendente, considerando que estamos falando de um notebook.

CINEBENCH

Conclusão

A Avell faz notebooks sob encomenda, da mesma forma que a Dell ou Alienware. Basicamente, você entra no site, configura o que quiser e paga o preço final, modificando itens como memória RAM, disco e até processador. A configuração que testamos pode ser encontrada por aproximadamente R$ 4400, e a configuração básica começa em R$ 3600. É um preço alto? Claro que sim! Mas traz um custo-benefício interessante, combinando os componentes mais atuais que temos no momento.

Não postamos o desempenho de nenhum jogo pois no próprio site da Avell eles mostram a performance possível em uma série de títulos, e os números alcançados por nós foram basicamente os mesmos. Brincamos um pouco com Assassin's Creed 3 (é o nosso trabalho, afinal) e ele rodou no máximo sem quedas perceptíveis de quadros, e este já não é um jogo conhecido por ser leve (Nota importante: não sentimos um impulso assassino incontrolável de matar nossa família depois de rodar o game. Tudo sob controle por aqui!).

Vantagens

  • Configuração inquestionavelmente poderosa, para qualquer tarefa
  • É caro, mas tem uma boa relação custo-benefício
  • Apesar de ser gamer, mantém as dimensões de um notebook convencional

Desvantagens

  • Teclado não é ABNT, sem retroiluminação
  • Touchpad desconfortável
  • Observamos que ele superaquece com frequência, incomodando as mãos
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