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Trump ameaça elevar tarifa de importação de iPhones vindos da China

Por Wagner Wakka | 28 de Novembro de 2018 às 09h26
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Nesta semana, o presidente Donald Trump disse que é improvável que o encontro com o presidente Xi Jinping na cúpula do G2, que acontecerá neste fim de semana, resulte em um acordo benéfico para ambas as partes.

A China tenta evitar que as tarifas sobre os seus produtos subam dos atuais 10% para 25% em janeiro de 2019. As negociações fazem parte de uma segunda movimentação de acordos que envolvem bens chineses.

Em março, o governo norte-americano anunciou uma tarifa de 10% aos produtos provenientes do país asiático. Ao todo, isso afetou cerca de US$ 200 bilhões em bens chineses. Por conta disso, a China devolveu a tarifação na "mesma moeda", elevando os impostos sobre produtos importados dos EUA e totalizando US$ 60 bilhões em tarifas aplicadas aos produtos do país.

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O problema se agravou, segundo o Wall Street Journal, por conta da acusação de que a China teria aumentado impostos de importação de produtos provenientes de estados americanos que votaram em Trump em 2016. A ideia seria forçar esses políticos a não apoiarem republicanos nos mid-terms, as eleições legislativas americanas do último dia 6.

A proposta da reunião do G20 deste fim de semana é tentar acalmar os ânimos entre os dois líderes. Contudo, Trump ainda não mostra sinais de apaziguamento e já soltou uma nova ameaça. Caso não entre em acordo, a nova taxação de 25% acarretaria em mais US$ 267 milhões sobre produtos negociados com a China.

Presidente terá reunião com China no próximo final de semana (Foto: Divulgação)

Além disso, Trump informou que também pode mudar a tarifa sobre importação de bens de consumo, sendo iPhones e iPads os maiores alvos disso. O presidente norte-americano já deixou claro que não pretende colocar uma exceção em produtos da Apple feitos na China e depois revendidos nos EUA, o que poderia elevar o preço do produto. Segundo Trump, tal aumento deve ser na casa dos 10%.

Implicações

Por conta disso, especialistas já apontam as consequências para a Apple. Segundo o analista Timothy Arcuri, da UBS, esta deve ser mais uma tática de negociação de Trump do que efetivamente algo que será feito. Ele acredita em uma possível ameaça em tom de blefe para forçar o governo chinês a desistir da nova retaliação.

Contudo, mesmo no pior cenário, ele aposta que a Apple tem capacidade de absorver os custos antes de passá-los para os consumidores. Isso por conta da atual baixa de demanda pelos novos modelos de iPhone.

Para Trump, esta seria uma mudança que o mercado poderia aguentar. “Depende de qual for a taxa. Quero dizer, pode ser de 10% e as pessoas poderiam suportar facilmente”, disse ao Wall Street Journal.

Rumores apontam que a empresa já reduziu a produção dos modelos de iPhone XR, XS e XS Max por conta da baixa procura. Logo, não faria sentido ela repassar esse custo ao consumidor.

Contudo, absorver mais esse prejuízo pode ser mais um golpe para as ações da empresa. Acuri aposta em uma margem de prejuízo ee US$ 0.33 nas ações (cerca de 2,5%) no primeiro trimestre de 2019, supondo que a nova taxa de 10% seja implementada em março e que a Apple, de fato, absorva isso.

A fabricante do iPhone já amarga uma queda de mais de 20% em suas ações em comparação com os melhores números de sua história apresentados em outubro deste ano.

A reunião do G20 citada por Trump deve acontecer somente no final de semana em Buenos Aires, na Argentina.

Fonte: NY Times, Business Insider (1) (2), Markets BI

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