Google faz acordo e paga 300 empresas da Europa por uso de notícias

Google faz acordo e paga 300 empresas da Europa por uso de notícias

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 11 de Maio de 2022 às 22h30
Nathana Rebouças/Unsplash

O Google chegou a acordos com mais de 300 empresas de jornalismo da União Europeia para exibir o conteúdo de suas notícias no mecanismo de busca da big tech. De acordo com o blog do Google, editoras na Alemanha, Hungria, França, Áustria, Holanda e Irlanda assinaram o acordo. O valor do negócio não foi revelado.

Apesar de o Google trabalhar em parceria com diversas empresas de mídia para alimentar sua plataforma Google News Showcase, em 2019 passou a vigorar na União Europeia a Diretiva Europeia de Direitos Autorais, que garante que as editoras de dentro do bloco de países sejam compensadas ​​solicitem pagamento sempre que as plataformas online usarem seu conteúdo.

Com as novas regras, as empresas de jornalismo poderiam negociar com plataformas como Google e Facebook sobre a reprodução de seu conteúdo. Em 2021, o Google firmou um acordo para criar um critério de pagamento a editoras alemãs, mas com exceção de hospedagem de pequenos trechos das notícias. A empresa agora expandiu o alcance desses acordos e lançou uma ferramenta da web para facilitar futuros acertos com as editoras.

Mais de 220 agências de notícias na Alemanha firmaram acordos com o Google (Imagem: Reprodução/Obi - @pixel6propix/Unsplash)

Mais de 220 agências de notícias na Alemanha firmaram esses acordos com o Google, como Der Spiegel, Zeit, Frankfurter Allgemeine Zeitung e outras. Esses acordos não se limitam a notícias em texto, mas também vídeos de canais de TV como a N-TV e RTL.

A tendência de empresas de mídia obterem acordos com as big techs também se alastrou por outros países. Em 2020, a Austrália foi o primeiro país a exigir que Facebook e Google pagassem pelo conteúdo de empresas de mídia, o que causou tensão entre o governo do país e as empresas. No início de 2021, o Facebook chegou a um acordo com a News Corp, no qual concordou em pagar pelo acesso a notícias na Austrália.

Fonte: Bloomberg, Google (1, 2)

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