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Empresas brasileiras que migraram para o e-commerce vão ampliar investimentos

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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Marvin Meyer/Unsplash
Marvin Meyer/Unsplash

Cerca de 47,1% das micro, pequenas e médias empresas pretendem ampliar seus investimentos em plataformas digitais para aumentar as vendas após a pandemia de COVID, segundo um levantamento da empresa de análise de crédito Serasa Experian. Os dados são de junho deste ano.

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Houve um aumento de 6,8 pontos percentuais na comparação com a pesquisa anterior, realizada em novembro do ano passado. O gasto em tecnologia para vendas à distância com qualidade é destaque em todos os setores do mercado, de acordo com a pesquisa. Mas, como era de se esperar, nas empresas de comércio ela foi a favorita: 57,4% dos entrevistados a escolheram. 

Segundo as respostas, 85,8% dos empreendedores que já vendiam online pretendem continuar dessa forma, e 63% deste grupo disseram que o e-commerce trouxe melhorias ao negócio. Os principais canais para a oferta de produtos e serviços continuam sendo as redes sociais, enquanto os marketplaces perderam espaço.

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No entender do vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa, Cleber Genero, a queda de preferência pelo marketplace ocorreu "possivelmente porque a maior parte dos empreendedores já encontrou um canal de venda que funcione ao seu negócio".

Um dado ruim é que dentre aqueles que dizem ter sofrido impactos no período da pandemia, 67,2% dos empresários dizem ter sentido efeito negativo no faturamento. O mesmo índice em novembro era de 63,7%.  

Para Genero, os empreendimentos maiores já começam a ver resultados após o afrouxamento das medidas sanitárias em algumas regiões e em setores que não sofreram tanto durante a pandemia, como o agronegócio. "Porém, a pesquisa mostra que a recuperação está em níveis diferentes e ainda não chegou nos micros, pequenos e médios”, explicou, em comunicado à imprensa.